A semana corria como as demais, com as suas alegrias e dificuldades quando o telemóvel tocou: talvez mais uma mensagem banal, um daqueles recados que se dão por dar, uma troca de “olás” rotineiros. Afinal não! Era um familiar que nos dava a notícia que um filho de uma pessoa nossa conhecida tinha falecido ainda na flor da idade.
Dentro do espírito de solidariedade, telefonámos à pessoa em causa disponibilizando-nos para o que fosse necessário. Passadas umas horas lembrámo-nos que a mãe do falecido tinha muitas dificuldades financeiras, sobrevivendo, e tentámos saber, através de outra pessoa, como ela iria pagar o funeral.
A notícia incomodou-nos, pois o funeral custaria cerca de 500 euros, quantia que a nossa amiga não dispunha. O dono da funerária, por ser pessoa sua conhecida, facilitou-lhe o pagamento em suaves prestações. Mas havia uma despesa que urgia pagar e para a qual ela não tinha dinheiro: o serviço religioso: 70 euros!!!
Habituados ao egoísmo humano que nos entra no quotidiano pela porta dentro através da televisão, estávamos longe de pensar que a insensibilidade, distracção ou outra coisa qualquer fosse apanágio de entidades religiosas.
Dai a César o que é de César, a Deus o que é de Deus
Era suposto que as religiões tradicionais apoiassem a comunidade e não que explorassem os seus profitentes, muito menos aqueles que lutam no dia-a-dia para ganhar algum dinheiro para poderem comer.
Um familiar acabou por emprestar os 70 euros para pagar o serviço religioso.
Ficamos a pensar em Jesus de Nazaré quando foi tentado pelos hipócritas do seu tempo, onde serenamente mandou dar a César o que fosse de César e a Deus que fosse de Deus. Relembrámos ainda a cena em que Jesus derrubou as bancas onde se comercializava de tudo um pouco no templo, alertando a humanidade para a importância e transcendência dos assuntos espirituais. E ficámos a pensar no que lhe fariam os homens se Ele voltasse à Terra actualmente.
Reflectindo, encontramos aqui um crime de simonia, onde se comercializam as coisas sagradas, divinas, eternas.
Somos de opinião que cada religião deve ser mantida pelos seus seguidores e justo é que os membros de uma igreja a mantenham, contribuindo com donativos ou outra forma de manutenção.
Fere-nos a sensibilidade quando vemos gente, pobre ou não, a ter de pagar o serviço fúnebre religioso, a ter pagar os sacramentos da sua igreja como o baptismo, o casamento, a ter de pagar missas para que os seus familiares falecidos possam mais rapidamente adentrar-se nas portas do paraíso.
Respeitando as ideias alheias, é imperioso que a humanidade evolua, e em pleno século XXI não é admissível tal exploração da credulidade alheia.
Somos de opinião que as religiões devem apoiar a humanidade e não usá-la, devem orientar a humanidade e não estreitar os pontos de vista em rituais paralisantes. A religião serve para libertar o homem dos roteiros asfixiantes do materialismo e não para materializar o que é divino. Cumpre a todas as organizações religiosas esclarecer, consolar, libertar e não aprisionar, limitar, ritualizar, comercializar.
Pessoas amigas acabaram por se quotizar e auxiliar a suavizar a dívida do funeral.
Ficamos preocupados com o sentido que a humanidade leva.
Não nos parece justo, nem sério, nem honesto, que se comercialize algo que o povo considera sagrado, fundamental para a fé em que acredita, e que pelo sim pelo não vai praticando, não vá o diabo tecê-las…
A simplicidade dos ensinamentos cristãos não se compadece com o comércio do sagrado.
Felizmente que já existem muitos responsáveis religiosos que estão a mudar de conduta no que concerne a este comércio, no entanto, como pode evoluir a humanidade se nos mantivermos calados perante o erro?
Sabemos que é da condição humana errar e todos sem excepção estamos nesse grupo. Não nos consideramos mais do que ninguém, mas em pleno século XXI quer parecer-nos que está na hora de abrirmos os olhos, de pensarmos pela nossa cabeça, de raciocinarmos e de mantermos uma ligação com o divino de forma natural, simples, pura, sem rituais, sem ser necessário pagar nada para que se possa fruir das graças divinas.
O conceito de espiritualidade que Jesus trouxe à Terra é bem diferente, assenta na fraternidade, no auxílio mútuo desinteressado, na busca da espiritualidade consciente, vivida no íntimo de cada um.
"Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei". ALLAN KARDEC (Hippolyte Léon Denizard Rivail). Sejam todos bem-vindos
Passagem da bíblia:Numa ocasião, o apóstolo João disse a Jesus: "Mestre, vimos certo homem expulsar demônios (espíritos) pelo uso de teu nome, e tentamos impedi-lo, porque não nos acompanhava." Este homem, evidentemente, era bem sucedido em expulsar demônios (espíritos inferiores), porque Jesus disse: "Ninguém há que faça uma obra poderosa à base do meu nome que logo possa injuriar-me." Portanto, Jesus ordenou que não tentassem impedi-lo, "pois quem não é contra nós, é por nós". (Mc. 9:38-40. Entre Jesus e as religiões eu fico com Jesus.
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por Códigos Blog
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A maior riqueza do ser humano esta no conhecimento. Para isso temos o livre arbítrio que Deus nos deu. O ser humano evoluiu materialmente ( morávamos em cavernas ), mas não espiritualmente. Convido a todos para assistirem a "TV MUNDO MAIOR" aqui no "ESPIRITISMO PARA TODOS", a programação é de grande valor para a nossa evolução espiritual, os programas são espíritas, 24 horas de mensagens da melhor qualidade. O conhecimento não é pecado, pecar é não utilizar o livre arbítrio que Deus nos deu.
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O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”. Conheça o Espiritismo começando a ler "O LIVRO DOS ESPÍRITOS".
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