Passagem da bíblia:Numa ocasião, o apóstolo João disse a Jesus: "Mestre, vimos certo homem expulsar demônios (espíritos) pelo uso de teu nome, e tentamos impedi-lo, porque não nos acompanhava." Este homem, evidentemente, era bem sucedido em expulsar demônios (espíritos inferiores), porque Jesus disse: "Ninguém há que faça uma obra poderosa à base do meu nome que logo possa injuriar-me." Portanto, Jesus ordenou que não tentassem impedi-lo, "pois quem não é contra nós, é por nós". (Mc. 9:38-40. Entre Jesus e as religiões eu fico com Jesus.

27.2.08

A Reencarnação na Bíblia

Em suma, a Bíblia "fala", sim, em reencarnação, tanto quanto em bombardeiros nucleares feitos por velozes caças a jato. E não é tão difícil assim identificar os textos e abri-los com as chaves apropriadas - basta ter olhos de ver, basta levantar a letra e procurar o espírito que ela oculta.

Para isso não é necessário nem mesmo ser Doutor da Lei; ao contrário, Jesus certa vez orou a Deus agradecendo-lhe o haver o Pai escondido certas coisas dos sábios e entendidos e as revelado aos pequeninos e humildes... Por isso disse também que trazia luz aos cegos e cegueira aos que viam.

Parece haver, no mundo de hoje, um número crescente de "sábios e entendidos", porque são multidão os que olham e não enxergam.

Aliás, documentos históricos como a Bíblia, podem admitir reinterpretações apoiadas em novos elementos informativos de absoluta confiança. Traduções forçadas para permitirem a acomodação de idéias pessoais de seus tradutores ou copistas têm sido comuns em todos os tempos e em muitos idiomas. Prevendo isso e no firme propósito de preservar a integridade e pureza do seu texto, João escreveu no Apocalipse (22:18-19): "Eu testifico a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão escritas neste livro."

Paulo, a seu turno, observou, não quanto às alterações textuais, mas quanto às responsabilidades de cada pregador cristão, o cuidado que deve pôr na interpretação do que lê. Ouçamo-lo em 2 Cor.3:5-6: "...a nossa capacidade vem de Deus, o qualtambém nos fez idôneos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; pois a letra mata, mas o espírito vivifica."

Em resumo: em textos históricos há espaço para interpretar o que está escrito, mas não para acrescentar, subtrair, mutilar, deformar e falsear. As responsabilidades do pregador estão muito bem definidas e a advertência é claríssima: atenção para o espírito, cuidado com a letra morta. Muito cuidado, também, com a vaidosa erudição, que procura mais atentamente os meios de exaltar-se do que a singela e direta abordagem dos simples.

Nicodemus era sábio e entendido e, no entanto, ignorava o sentido de importantíssimas passagens bíblicas, enquanto aos apóstolos - rudes pescadores, artesãos e trabalhadores braçais - a verdade se revelava em toda a sua beleza.


Fonte: Livro - A Reencarnação na Bíblia | Hermínio C. Miranda

Timo

Timo: a chave da energia vital
20.fev

No meio do peito, bem atrás do osso onde a gente toca quando se diz "eu", fica uma pequena glândula chamada timo.
Seu nome em grego é thýmos e significa energia vital. É precisa dizer mais?

Precisa, porque o timo continua sendo um ilustre desconhecido. Ele cresce quando estamos contentes, encolhe pela metade quando nos enervamos e mais ainda quando adoecemos.

Essa característica iludiu durante muito tempo a medicina, que só conhecia através de autópsias e sempre o encontrava encolhidinho.
Supunha-se que atrofiava e parava de trabalhar na adolescência, tanto que durante décadas os médicos americanos bombardeavam timos adultos perfeitamente saudáveis com mega doses de raios X achando que seu "tamanho anormal" poderiam causar problemas.

Mais tarde a ciência demonstrou que, mesmo encolhendo após a infância, continua totalmente activo; é um dos pilares do sistema imunológico, junto com as glândulas drenais e a espinha dorsal, e está directamente ligado aos sentidos, à consciência e à linguagem.
Funciona como se fosse uma central telefônica por onde passam todas as ligações, faz conexões para fora e para dentro.
Se somos invadidos por micróbios ou toxinas, reage produzindo células de defesa na mesma hora.
Também é muito sensível a imagens, cores, luzes, cheiros, sabores, gestos, toques, sons, palavras, pensamentos, …Amor e ódio o afectam profundamente.
As ideias negativas têm mais poder sobre ele do que os vírus ou bactérias. Já que, as ideias, não existem em forma concreta, o timo fica tentando reagir e enfraquece, abrindo brechas para sintomas de baixa imunidade, tais como herpes
Em compensação, ideias positivas conseguem dele uma activação geral, com todos os poderes, lembrando a fé que remove montanhas.

O teste do pensamento:
Um teste simples pode demonstrar essa conexão.
Feche os dedos, polegar e indicador na posição de O.K., aperte com força e peça para alguém tentar abri-los enquanto você pensa " estou feliz".
Depois repita pensando " estou infeliz".

A maioria, das pessoas, conserva a força nos dedos com a ideia feliz e enfraquece quando pensa infeliz (substitua os pensamentos por uma bela sopa de legumes ou um lindo sorvete de chocolate para ver o que acontece...).
Esse mesmo teste serve para lidar com situações bem mais complexas, por exemplo: quando o médico precisa de um diagnóstico diferencial, seu paciente tem sintomas no fígado que tanto podem significar câncer quanto abcessos causados por amebas. Usando lâminas com amostras, ou mesmo representações gráficas de uma e outra hipótese, testa a força muscular do paciente quando em contacto com elas e chega ao resultado.
As reacções são consideradas respostas do timo e o método, que tem sido demonstrado em congressos científicos, em vários países, já é ensinado na Universidade de São Paulo (USP) a médicos que trabalham com acupunctura.
Um detalhe curioso é que o timo fica encostado ao coração, que acaba ganhando todos os créditos em relação a sentimentos, emoções, decisões, jeito de falar, jeito de escutar, estado de espírito...
“Fiquei de coração apertadinho”, por exemplo, revela uma situação real do timo, que só por reflexo envolve o coração.

O próprio chacra cardíaco, fonte energética de união e compaixão, tem mais a ver com o timo do que com o coração e é nesse chacra que, segundo os ensinamentos budistas, se dá a passagem do estágio animal para o estágio humano.

"Lindo!", você pode estar pensando, "mas e daí?".
Daí que, se você quiser, pode exercitar o timo para aumentar sua produção de bem-estar e felicidade.
Como? Pela manhã, ao levantar, ou à noite, antes de dormir

a).. Fique de pé, os joelhos levemente dobrados. A distância entre os pés deve ser a mesma dos ombros. Ponha o peso do corpo sobre os dedos e não sobre os calcanhares, e mantenha toda a musculatura bem relaxada.
b).. Feche uma das mãos e comece a dar pancadinhas contínuas com os nós dos dedos no centro do peito, marcando o ritmo: uma forte e duas fracas.
Continue entre três e cinco minutos, respirando calmamente, enquanto observa a vibração produzida em toda a região torácica.
O exercício estará atraindo sangue e energia para o timo, fazendo-o crescer em vitalidade e beneficiando também pulmões, coração, brônquios e garganta. Ou seja, enchendo o peito de algo que já era seu e só estava esperando um olhar de reconhecimento para se transformar em coragem, calma, nutrição emocional, abraço.

Ótimo, íntimo, cheio de estímulo. Bendito Timo!

Fonte: Jornalista e pesquisadora Sónia Hirsc.

15.2.08

Divaldo Pereira Franco


Divaldo Pereira Franco nasceu em 5 de Maio de 1927 na cidade de Feira de Santana (BA), sendo que foi o último dos treze filhos do casal Francisco Pereira Franco e Ana Alves Franco, ambos já desencarnados. Desde sua infância já comunicava-se com os espíritos, de modo que a amizade sincera de um pequeno Espírito alegrou ainda mais os seus dias. Era o índio Jaguaraçu, que quer dizer: "Onça Grande". Ele vinha brincar com Divaldo no quintal de sua casa todos os dias. O índio aparentava ter uns cinco anos. Os dois amiguinhos brincavam sem perceber as horas passarem. Subiam em árvores, corriam pelo quintal, armavam lindos presépios na época de Natal. Colhiam musgos e folhagens para enfeitar as lapinhas, como eram chamados os presépios.
Quando jovem, foi abalado pela morte de seus dois irmãos mais velhos, fato que o deixou traumatizado e enfermo, sendo conduzido a diversos especialistas na área da Medicina, sem contudo, lograr qualquer resultado satisfatório.

Apareceu então, em sua vida, D. Ana Ribeiro Borges, que o conduziu à Doutrina Espírita, libertando-o do trauma e trazendo consolações, tanto para ele como para toda a família. Dedicou-se, a partir de então, ao estudo do Espiritismo. Aos poucos foi aprimorando suas faculdades mediúnicas, através do correto exercício e continuado estudo do Espiritismo.

Tendo estudado na Escola Normal Rural de Feira de Santana, recebeu o diploma de professor primário, em 1943.
Transferiu residência para Salvador no ano de 1945, com 18 anos de idade na atual existência, tendo concorrido ao IPASE (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado), onde ingressou em 5 de Dezembro de 1945 como escriturário, permanecendo como funcionário até a sua aposentadoria na década de setenta.

Espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção em 7 de setembro de 1947. Dois anos depois iniciou a sua tarefa de psicografia. Diversas mensagens foram escritas pelo seu intermédio, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, até que um dia, recebeu a recomendação para que fosse queimado o que escrevera até ali, pois não passavam de simples exercícios. Com a continuação, vieram novas mensagens assinadas por diversos Espíritos, dentre eles, Joanna de Ângelis, que durante muito tempo apresentava-se como "Um Espírito Amigo", ocultando-se no anonimato, à espera do instante oportuno para se fazer conhecida. Joanna revelou-se como sua mentora Espiritual, escrevendo inúmeras mensagens, num estilo agradável, repassado de profunda sabedoria e infinito amor, que conforta aos mais diversos leitores e necessitados de diretriz espiritual.

Em 15 de agosto de 1952 fundou a Mansão do Caminho, um lar para crianças carentes no qual, até hoje, já passaram mais de 30 mil crianças que foram devidamente, educadas e evangelizadas. Atualmente, mais de três mil crianças e jovens carentes são atendidos todos os dias gratuitamente, em uma área de 77 mil metros quadrados, com 50 edificações, em 22 atividades sócio-educacionais. A Mansão do Caminho faz atendimentos a gestantes desde 1950, com assistência médica, e distribuição de enxovais numa média de 800-900/ano, presentes no Dia das Mães e festas de confraternização em cada distribuição mensal. A este conjunto de atividade denominou-se de Enxovais Meimei. Há, também, a Creche A Manjedoura, inaugurada na Mansão em agosto de 1983, e que assiste a 150 crianças de 2 meses a 03 anos de idade em regime integral, possuindo seis berçários, totalizando em torno de 600 mamadeiras por dia, além de assistência médica, social e refeição normal sob orientação de nutricionista. Além disso, existe o Jardim da Infância Esperança, inaugurado em fevereiro de 1971, graças a convênio com o Lar Fabiano de Cristo, oferecendo atendimento integral a 345 crianças de 03 a 06 anos. Há, ainda, a Escola Alvorada Nova, de ensino fundamental, fundada em 1957, sendo reestruturada em novembro de 1989conveniada com a Secretaria do Estado da Bahia para atendimento a “meninos de rua”, em período integral, possuindo cursos profissionalizantes, alguns deles com o apoio do Projeto Cidade Mãe, da Prefeitura de Salvador. Graças ao convênio estabelecido com a Lateina-Merika Zentrum, da cidade alemã de Bonn, suas instalações foram ampliadas de forma considerável. A Mansão do caminho conta, além das obras citadas acima, com muitas outras, das quais destaca-se a Escola Allan Kardec, também de ensino fundamental, fundada em setembro de 1964; a Escola de Ensino Fundamental Jesus Cristo, contando com uma biblioteca constituída por mais de 10.000 livros, biblioteca esta que é aberta não somente aos alunos da Mansão do Caminho, mas a todos os oriundos das Escolas do Bairro e da periferia. Ainda oferece a Escola Supletiva de Enfermagem Irmã Sheilla – fundada em 1989 -; a Escola de Datilografia Joanna de Ângelis – fundada em 1969 -; cursos profissionalizantes de carpintaria, sapataria, tapeçaria, corte-costura, gráfica, panificação, hotricultura e jardinagem; Caravana Auta de Souza - fundada em 1948 - , que ampara mais de 300 família carentes, abrangendo idosos e doentes físicos irreversíveis, sendo que distribui remédio e mais de 6.000 cestas básicas por ano; Centro médico J. Carneiro de Campos, com assistência médica, odontológica e Laboratório de Análises Clínicas, atendendo a mais de 52.000 pessoas por ano; Grupo de Ação Comunitária Lygia Banhos, o qual atende domiciliarmente famílias carentes no bairro do Pau da Lima; etc.
Assim, Divaldo educou mais de 600 filhos, hoje emancipados, a maioria com família constituída (hoje tem 200 netos!) e profissão própria, no magistério, contabilidade, serviços administrativos e medicina.

Sendo o maior Orador Espírita da Terra - o verdadeiro Paulo de Tarso dos tempos modernos - começou a fazer palestras em 1947, difundindo a Doutrina Espírita e hoje apresenta uma histórica e recordista trajetória de orador no Brasil e no exterior, sempre atraindo multidões, com sua palavra inspirada e esclarecedora, acerca de diferentes temas sobre os problemas humanos e espirituais. Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no mundo. Trata-se do orador espírita mais popular do mundo, sendo o embaixador da Doutrina no planeta. A convite da ONU Divaldo Franco participou do I Encontro Mundial Pela Paz, o qual foi um encontro de lideranças religiosas – fato inédito na história da Humanidade – ocorrido de 28 a 31 de agosto de 2000 na cidade de Nova Iorque (EUA).
Já esteve nos cinco continentes, tendo percorrido 52 países, divulgando o ideal espírita. Tendo estado em mais de 1.000 cidades pregando, falou e foi entrevistado em mais de uma centena de emissoras de rádio e TV, no Brasil e no seu exterior falou no Congresso Nacional, em câmaras municipais e estaduais, em Universidades (Montreal – Canadá, Sorbonne –Paris, etc), em teatros, em Lions Clubes e Rotarys Clubes.
O médium Divaldo, desde jovem apresentou diversas faculdades mediúnicas (psicofonia, vidência, clariaudiência, psicografia, etc.) educados à luz da Doutrina Espírita. No que toca à psicografia, representa um fenômeno editorial, pois em 31 anos de médium publicou mais de 200 títulos, totalizando mais de quatro milhões e quinhentos mil exemplares, onde se apresentam 211 Autores Espirituais, muitos deles ocupando lugar de destaque na literatura, no pensamento e na religiosidade; destas obras, houve 80 versões para 13 idiomas (alemão, espanhol, esperanto, francês, italiano, polonês, tcheco, braille, etc....). Os livros possuem uma grande variedade de estudos literários, abrangendo temas doutrinários, filosóficos, históricos, infantis, psicológicos e psiquiátricos. Estas obras têm como único objetivo divulgar o Espiritismo – O Consolador Prometido por Jesus, o Cristianismo redivivo - de forma idônea e sem qualquer intuito de proselitismo, porque o Espiritismo respeita todas as convicções sinceras, não lançando o anátema ou violentando a consciência dos que não pensam como nós, visto existirem tantas doutrinas filosóficas, religiosas e morais, consoante às necessidades evolutivas dos indivíduos e dos grupos. Vários são os autores espirituais que escrevem pela mediunidade de Divaldo. Entre muitos outros, registramos os seguintes: Joanna de Ângelis (sua mentora espiritual e autora do primeiro livro psicografado por Divaldo, Messe de Amor, 1964), Amélia Rodrigues, Bezerra de Menezes, Manoel Philomeno de Miranda, Marco Prisco, Victor Hugo, Vianna de Carvalho, Marcelo Ribeiro, Rabindranath Tagore, Otília Gonçalves, dentre outros.
Divaldo Franco já foi homenageado por centenas de instituições públicas e privadas, culturais, núcleos espíritas, culturais, políticas, universidades e associações beneficentes tanto no Brasil como no exterior, pela sua obra em favor dos desfavorecidos e sofredores e pela paz que tem trazido às consciências. Recebeu ao todo 590 homenagens, sendo 148 oriundas de 64 cidades do exterior – abrangendo 20 países -, e 442 do Brasil – originárias de 139 cidades.
Das condecorações recebidas no exterior, destacam-se o título de Doctor Honoris Causa em Humanidades pela Universidade de Montreal (Canadá); Medaille de Reconnaisance Franco-Americanie-Classe Especial, do Instituto Humaniste de Paris; Medalha Câmara Municipal de Leiria, em Portugal; Medalha Cidade de Lobito, oferecida pelo poder público da cidade de Angola (África); Doctor in Parapsicology pela Cyberan University, em Illinois (EUA).
No Brasil, recebeu mais de 80 títulos de cidadania honorária concedidos pelos poderes públicos municipais e estaduais, sendo 16 deles de Capitais Federais.
Concedida por decreto do Exmo Sr. Presidente da República às personalidades que se destacaram em âmbito nacional no trabalho em favor do próximo, recebeu o Diploma do Ordem do Mérito Militar, distinção federal.

Chico Xavier, em certa ocasião, disse: “Divaldo é o trator de Jesus”; “Divaldo tem uma estrela na boca”.

É interessante salientar que a Mansão do Caminho é um dos departamentos do Centro Espírita Caminho da Redenção, situado à Rua Jayme Vieira Lima, 104 - Pau da Lima - Salvador/Bahia/Brasil - CEP 41.235-000. Assim, a Mansão é mantida pela renda proveniente da venda das fitas de palestras de Divaldo Franco para DVD e VHS, livros psicografados e Cds de conferências e de preces dos espíritos superiores.


Fonte:http://www.oespiritismo.com.br

14.2.08

A Bíblia condena a comunicação com os Espíritos?

Os textos das Sagradas Escrituras são ricos em elementos necessários para o nosso entendimento das coisas divinas. Como é do conhecimento de todos, enquanto o Velho Testamento expõe a tradição dos hebreus, seus mestres, reis e profetas, o Novo Testamento retrata a vida, obra e ensinamentos do Mestre Jesus. Ele afasta a opressão contida nas leis civis feitas pelo próprio Moisés e clarifica as leis morais, que são os Dez Mandamentos, ditados por Deus. Há, no Novo Testamento, a nítida substituição do olho por olho, dente por dente, pelas mensagens de perdão e de amor a Deus e ao próximo. Além disso, Jesus veio mostrar que a morte não existe e que a alma sobrevive ao corpo carnal.
A imortalidade da alma é fato incontestável e definitivamente demonstrado pelo Mestre quando de Sua passagem pelo planeta.

"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá." - (João 11:25)

Infelizmente em pleno alvorecer de uma nova era, muitos homens ainda permanecem atrelados às velhas concepções, com medo da verdade, receosos de rever conceitos e reestruturar posturas. Permanecem na superficialidade das coisas, sem compreenderem as verdades que a Bíblia verdadeiramente ensina, a racionalidade confirma e a própria ciência já começa a aceitar.

Na Bíblia, a condenação da comunicação com os Espíritos aparece no Velho Testamento, em citações tais como estas:

"Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles: Eu sou o Senhor vosso Deus." - (Levíticos 19.31)

Contudo, no próprio Velho Testamento, a prática da comunicação com os mortos é citada como tendo a aprovação de Moisés.

"Porém no arraial ficaram dois homens; o nome de um era Eldade, e o nome do outro Medade; e repousou sobre eles o Espírito (porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda), e profetizavam no arraial.
Então correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: Eldade e Medade profetizam no arraial. E Josué, filho de Num, servidor de Moisés, um dos seus mancebos escolhidos, respondeu, e disse: Senhor meu, Moisés, proíbe-lho.
Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes de mim? Oxalá todo o Povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o seu Espírito! Depois Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel." - (Números 11.26-30).

Jesus, no Novo Testamento, não só não condena a comunicação com os mortos, como a pratica e confirma.

"Seis dias depois, toma Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte, E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandesceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes aparecerem Moisés e Elias, falando com ele" - (Mateus 17.1-3).

Um dos pontos em que se fundamentam os que condenam tais práticas é a palavra de Moisés no Velho Testamento. Necessário analisarmos a questão à luz da razão.
Se as leis civis de Moisés utilizadas para o controle do povo judeu, como a condenação da comunicação com os Espíritos, devem ser obedecidas na atualidade, então por que não devemos também apedrejar adúlteras ou cortar as mãos dos ladrões como tais leis também exigem? Evidente que seria um contra-senso para os dias atuais.
Além do mais, há que se considerar as razões pelas quais o legislador hebreu determinou tal lei. Ele necessitava de mais rigor para disciplinar um povo naturalmente rebelde e distante das coisas divinas.
Moisés precisou coibir tal coisa, porque a prática da consulta aos mortos tinha se tornado uma constante entre o povo e naturalmente o abuso deu vazão a toda sorte de problemas decorrentes dos aproveitadores da ignorância humana. E depois, convenhamos: se ele proibiu a evocação dos mortos, certamente era porque eles poderiam vir até nós.
Por outro lado, há no Velho como no Novo Testamento, inúmeras citações de claras situações onde se praticava com muita naturalidade a evocação dos Espíritos. E isto é completamente desconsiderado pelos que condenam a Doutrina Espírita. Se as Escrituras funcionam como autoridade nesse campo, porque não o é em outros?
O que não pode ser aceito pelo homem da atualidade é que seja feito um julgamento (e condenação) de uma religião ou crença, baseado na parcialidade da Lei com propósitos de conveniência. A verdade não tem diferentes faces e o verdadeiro cristão deve seguir o modelo de Jesus e se espelhar nos seus ensinamentos, vivenciando o amor e respeito aos seus semelhantes

Fonte: Grupo Espírita Bezerra de Menezes

13.2.08

Câmara aprova Dia Nacional do Espiritismo

A Câmara aprovou, na quinta-feira, 6, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 291/07, da deputada Gorete Pereira (PR-CE), que institui 18 de abril como o Dia Nacional do Espiritismo. A proposta foi aprovada com parecer favorável do relator do texto na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Wladimir Costa (PMDB-PA). A autora do projeto lembra que o Brasil é a maior nação espírita da atualidade e que os praticantes brasileiros têm realizado "obras extraordinárias no campo da assistência social", como define a doutrina espírita. Gorete Pereira também destaca a figura do médium Chico Xavier, segundo ela, fundamental para a difusão do espiritismo no Brasil. A data escolhida é uma homenagem ao dia em que Allan Kardec lançou, em 1857, na França, o Livro dos Espíritos, marco inicial da doutrina espírita. "A instituição do Dia Nacional do Espiritismo é homenagem justa a um dos mais importantes grupos religiosos do país, cuja atuação tem sido indispensável para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna entre nós", argumenta Gorete Pereira.

Fonte: Coluna de Soraya Vieira - Gazeta de Oeste.

12.2.08

Mãe querida

Torno a ver, nos meus dias de criança,
O teu regaço, a lamparina acesa,
O pequeno lençol que trago na lembrança,
A oração da manhã e o pão à mesa...

Varro o chão, a fitar-te as mãos escravas,
Afagando o fogão, de momento a momento...
A roupa e o batedouro em que cantavas
Para esquecer o próprio sofrimento...

Depois, era o tinir da caçarola,
Aumentando a despesa no armazém...
Vestias-me de renda para a escola
E nunca me lembrei de ofertar-te um vintém.

Cresci... A mocidade me requesta,
Ante a cidade de qualquer maneira...
Parti... – eu era a rosa para a festa,
Ficaste... – eras a rústica roseira.

De tudo vi na estrada grande e nova,
As flores do prazer, o brilho, a fama,
A malícia dourada e os suplícios da prova
Marcando a pranto e fel os passos
de quem ama...

Hoje, volta a buscar-te, mãe querida,
Dá-me de tua paz sem ilusão,
Guarda-me em ti, amor de minha vida,
Alma querida de meu coração.


Pisc. de Chico Xavier, (espírito)Maria Dolores

Agradeço

Agradeço, Mãezinha, tudo o que me ofertas,
Desde o sono do berço e as canções de ninar,
Aos problemas da vida, ante as horas incertas,
Entre as provas do mundo e as carícias do lar.

Agradeço-te as mãos, a zelarem por tudo,
Nos recursos do pão, ao Sol de cada dia,
E no amparo da veste a servir-me de escudo,
A fim de que eu vencesse o vento e a noite fria.

Agradeço a oração, com que me deste à infância
O respeito à existência e a fé que me avigora...
Terna visão do Céu que relembro à distância,
No trabalho constante em que me vejo agora.

Agradeço-te, oh! Mãe, a proteção e a escola
Do teu mundo de amor que até hoje me alcança...
Melodia interior que me anima e consola,
Refazendo-me o ser no clima da esperança.

Agradeço o silêncio e o carinho incessantes
Com que buscas não ver meus enormes deslizes
E o teu claro perdão de todos os instantes,
Quando o erro me aponta as horas infelizes.

Mas acima dos dons de tanto reconforto,
Trago-te, em luz mais alta, a flor da gratidão,
Porque não me atiraste ao desprezo do aborto
E guardaste-me em Deus no próprio coração.


Pisc. de Chico Xavier, (espírito) Maria Dolores

10.2.08

O fenômeno da Reencarnação

Curiosidades
REENCARNAÇÃO

O fenômeno da Reencarnação tem sido estudado por pesquisadores do mundo inteiro. As pesquisas sobre reencarnação acontecem em duas áreas distintas; uma na qual se pesquisam casos de lembranças de vidas anteriores, geralmente em crianças e outra na qual se busca pesquisar com objetivos terapêuticos, através da técnica de regressão de memória a vidas passadas.

No primeiro grupo destacamos o Dr. Ian Stevenson, médico psiquiatra da Virginia University e o Dr. H. N. Banerjee também médico psiquiatra indiano, Dra. Helen Wambach, psicóloga americana. No segundo grupo temos inúmeros psicoterapeutas dentre os quais podemos destacar Morris Netherton, Edith Fiore, Brian Weiss nos Estados Unidos, Roger Woolger na Inglaterra, Patrick Druout na França, Thorwald Dethlefsen, na Alemanha, Hans Ten Dan na Holanda, dentre outros.


A EXPERIÊNCIA DA MORTE DURANTE UMA VIDA ANTERIOR

Agora vamos apresentar uma parte pequena da pesquisa realizada pela Dra. Helen Wambach com mais de 1000 pessoas que se submeteram a regressão de memória através de hipnose, relatada em seu livro RECORDANDO VIDAS PASSADAS.

Pessoas que conheceram a "morte clínica" e em seguida reviveram relataram experiências que tiveram fora do corpo durante esse tempo. O dr. Raymond Moody e outros pesquisadores coligiram dados sobre a "experiência de quase-morte" em centenas de casos dessa natureza. Os estudos mostram que, entre as pessoas que experimentam a morte clínica, 10 a 25% delas se lembram mais tarde de haver-se surpreendido fora dos próprios corpos, experimentando uma profunda sensação de paz e libertação da dor. Durante a experiência, olham para baixo e vêem outras pessoas ao redor do seu corpo. Depois de pairar por breve espaço de tempo sobre os próprios corpos, tais pessoas contam que se moveram, através de um túnel, na direção da luz. Parecem estar-se alando no rumo dessa luz e, quando a alcançam, são saudados pelos entes queridos e, não raro, por alguma espécie de figura religiosa, que pode ser um anjo, um parente morto, ou mesmo Jesus. Alguns sujeitos cinicamente mortos, e que mais tarde revivem, são informados de que terão de regressar aos seus corpos.

Pedi a todos os meus sujeitos que experimentassem a morte numa vida passada, a fim de verificar se os seus relatos correspondiam às descrições encontradas por outros pesquisadores. Se bem seja possível, com efeito, que pelo menos alguns dos meus sujeitos tivessem conhecimento das históias acerca da experiência da morte, é pouquíssimo provável que todos tenham lido o livro do Dr. Moody, Life After Life, ou lido histórias a respeito da experiência da morte. Não posso excluir a possibilidade de que, em estado hipnótico, meus sujeitos descrevam o que já leram, mas a universalidade das suas experiências dá a entender por certo que o simples conhecimento do passado não pode ter produzido tal unanimidade.

Pedi a meus sujeitos que escrevessem em seus questionários o que experimentaram por ocasião da morte - ou mais especificamente, a natureza da morte e a emoção que os senhoreou logo após o transe final. Não lhes disse que eles veriam uma luz, nem que se encontrariam com alguma pessoa que tinham conhecido em vida, e tampouco que passariam pelo interior de um túnel.

Uma média de 49% conheceu sensações de calma e paz profundas e não encontrou dificuldades para aceitar a própria morte. Outros 30% experimentaram sentimentos muito positivos de alegria e libertação. 20%, em média, viram seu corpo depois de haver morrido e flutuaram acima dele enquanto observavam a atividade que lhe ocorria em torno. A crermos no relato dos meus sujeitos depois que despertaram da hipnose não há dúvida de que a morte foi a melhor parte da viagem. Reiteradas vezes contaram que era agradabilíssimo morrer, e descreveram a sensação de libertação que experimentaram depois de haver deixado seus corpos. Até sujeitos que sentiam um medo terrível de morrer antes do seminário me contaram que, depois de experimentar a morte numa vida passada, tinham perdido o medo em sua existência atual.

- Morrer era como ser libertado, voltar novamente para casa. Como se um grande fardo tivesse sido erguido dos meus ombros quando deixei o corpo e flutuei na direção da luz. Eu sentia afeição pelo corpo em que vivera naquela existência, mas era tão bom ser livre!

Eis aí uma resposta muito comum à experiência da morte em minha amostra. As emoções que meus sujeitos experimentavam por ocasião da morte eram tão fortes que se refletiam em seus corpos atuais.

Meus olhos se encheram de lágrimas de alegria quando você levou à experiência da morte, - disse um sujeito. - As lágrimas me deslizavam pelas faces no presente, mas todo o meu corpo sentiu levíssimo logo depois que morri.

Cerca de 10% dos meus sujeitos afirmaram ter-se sentido transtornados ou ter experimentado emoções de tristeza por ocasião da morte. Experimentavam tais emoções em virtude do tipo de morte ou das pessoas que deixavam para trás. Surpreenderam-se ao ver-se fora de seus corpos e mesmo assim tentaram manter contato com seus entes amados.

- Sinto-me tão triste porque estou deixando aqui meus dois filhos, - disse um sujeito do sexo feminino, que morreu de parto. - Estou preocupada por não saber quem tomará conta deles e fico perto do meu corpo, tentando consolar meu marido.

Outro tipo de experiência perturbadora por ocasião da morte é o de ser morto acidental ou violentamente, quase sempre em plena juventude.

- Fui atropelado por um automóvel ao atravessar uma rua correndo, - disse um sujeito. - Eu parecia continuar correndo pela rua e não me dera conta de que morrera. Aí, então, me senti frustrado e perdido, porque não compreendia o que me estava acontecendo. Finalmente, me vi num lugar escuro e depois avistei uma luz brilhante. Em seguida, remontei-me através da escuridão na direção da luz.

Alguns dos sujeitos que expressaram sentimentos negativos no tocante à morte estavam lutando numa guerra.

- Eu estava lutando, quando meu corpo entrou em colapso. Continuei lutando, mas me pareceu haver perdido toda e qualquer capacidade de influir no que acontecia ao meu redor. Eu continuava no campo de batalha mas, logo, tive a impressão de que outros que tinham morrido vinham juntar-se a mim. Era como se eu não conseguisse deixar aquela cena.

Alguns sujeitos se entristeciam ao ver a aflição dos outros provocada pela sua morte Não se entristeciam por si, mas pelos que continua, na terra.

Cerca de 25% descreveram um breve período de escuridão seguido de luz. Um número maior, cerca de dois terços, alçou-se bem acima dos respectivos corpos e penetrou num mundo inundado de luz, onde foi saudado por terceiros e teve uma sensação imediata de companheirismo. Um sujeito relatou:
- Eu me librei bem alto no céu depois que deixei meu corpo. Não queria olhar para trás. Parecia, então, estar cercado por outros, que me davam os parabéns pela vida que acabara de viver. Experimentei uma sensação de regresso ao lar e uma grande alegria. Havia vida em toda a minha volta.

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Vejamos a seguir um caso extraído do livro VIDA PRETÉRITA E FUTURA – um impressionante estudo sobre a reencarnação do Dr. Banerjee.

CASO DE REENCARNAÇÂO NA TURQUIAS

Dentre os muitos casos de reencarnação que tenho estudado, merece ser mencionado aqui o de um menino turco, de quatro anos de idade, que, de repente, começou a falar sobre sua vida anterior e descreveu-a com impressionantes detalhes. Quando levado ao local do seu nascimento anterior, não apenas localizou a casa em que morara a pessoa, com quem ele se associava, como reconheceu os parentes e amigos daquela pessoa.

"- Estou cansado de morar aqui. Quero voltar para minha casa e meus filhos." Não se trata aqui do lamento de um velho, distante do lar, mas de uma criança - Ismail Altinklish.

Ismail nasceu em 1956. Seu pai trabalhava como comerciante de secos e molhados na cidade de Adana, Turquia. Já na idade de um ano e oito meses, ele balbuciava a respeito de sua vida anterior. Ismail afirmava que, numa outra vida, ele tinha sido Abeit Suzulmus, homem que fora assassinado. O menino tinha uma cicatriz de nascimento na cabeça, a qual, segundo afirmação da mãe, persistiu até 1962. Abeit Suzulmus fora morto por uma pancada na cabeça.

Abeit Suzulmus foi um próspero jardineiro que viveu em Bahchehe, distrito da cidade de Adana, Visto que sua primeira esposa, Hatice, não podia ser mãe, ele separou-se dela e casou-se outra vez. Teve muitos filhos com a segunda esposa, Sahida. Entretanto, Abeit continuou a dar assistência a Hatice, que vivia numa casa, na propriedade dele, perto daquela em que vivia com Sahida e seus filhos.

Abeit Suzulmus empregara muitos trabalhadores de uma outra cidade em seu jardim. Certo dia, por razões ainda não esclarecidas, os trabalhadores levaram-no a um estábulo, onde o assassinaram, espancando-o com uma barra de ferro. Ouvindo os gritos, Sahida e duas de suas crianças se precipitaram para o local da cena. Os assassinos também is mataram, e fugiram. Uma semana depois os criminosos foram capturados, julgados e condenados.

Ismail repetidamente pedia a seus pais que o deixassem visitar a casa de Abeit. A princípio recusaram, na esperança de que isso fizesse com que o menino esquecesse seus pedidos. Mais tarde, entretanto, a conselho de um amigo, Erol Erk, os pais acederam às solicitações do menino. Ismail, que na época tinha apenas três anos de idade, indicou a caminho para a casa de Abeit, que se situava aproximadanente mil e duzentos metros do local em que ele residia. Ao chegar, reconheceu, para espanto de. seus pais, que o acompanhavam, todas as pessoas.e objetos que foram familiares a Abeit. Subseqüentemente, uma das filhas de Abeit visitou Ismail. Após conversarem durante horas, ela ficou firmenente convencida de que ele era seu pai renascido.

Ismail pensava constantemente em sua antiga família. Isso tornou-se problema para os pais. Em certa ocasião, quando Mehemet Altiriklish, pai de Ismail, comprou algumas melancias, o menino quis a maior delas para dar à "sua" filha, Gulsarin. A recusa do pai levou Ismail a profundo choro. Na verdade, Mehemet não era homem rico e, naturalmente, não podia dar-se ao luxo de presentear a família anterior de seu filho.
Às vezes, Ismail comportava-se como um adulto, e seus pais acreditavam ser ele dotado de uma inteligência superior à das outras crianças. Também diziam que ele, escondido, tomava raki, bebida turca de forte conteúdo alcoólico. Abeit também era conhecido como grande apreciador de raki.

Um vendedor de sorvetes, de nome Mehmet, passou pela casa de Ismail. Quando este o viu, aproximou-se dele e perguntou-lhe se o reconhecia. O vendedor de sorvetes respondeu que não, então Ismail disse-lhe: "Você se esqueceu de mim. Sou Abeit. Antigamente, você vendia melancias e verduras." O homem concordou que ele estava certo e, depois de um longo papo com o menino, se convenceu de que estava diante de Abeit renascido. Quando Ismail percebeu que seu pai ia pagar alguns sorvetes que comprara, interferiu dizendo: "Não pague os sorvetes, pai. Ele ainda me deve dinheiro pelas melancias que lhe entreguei." Mehmet, então, confirmou que ele ainda estava em débito com Abeit.

O caso de Ismail será uma fraude? Ou não? Várias considerações vêm-nos à mente. Primeiro, temos que considerar que o caso ocorreu numa família muçulmana e os muçulmanos não acreditam na reencarnação. Segundo, a família de Ismail nunca quis dar publicidade ao caso. Ao contrário, eles sempre a evitaram. Na verdade, Mehemet Altinklish sempre considerou todas as investigações como uma intrusão descabida em sua vida particular. Além disso, ele e sua família estão sempre preocupados com a possibilidade de o menino retornar à sua família anterior.

Será possível que Mehemet Altinklish tenha feito uma trama com o menino para realizar uma fraude, visto que uma vez ele trabalhou para Abeit Suzulmus e conhecia muito a respeito da família dele? Esta hipótese pode ser descartada, porque, segundo informantes independentes, Mehemet não tinha conhecimento algum sobre os fatos mencionados por Ismail a respeito de Abeit. Nem tampouco a criptomnésia pode ser sugerida como uma explicação, porque ela não justifica as intensas emoções de Ismail ao reconhecer os membros da família Abeit.

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Vejamos a seguir um caso de regressão de memória em sessão de terapia relatado por PATRICK DROUOT, terapeuta transpessoal em Paris-França que tem uma larga experiência com a terapia de vidas passadas. Autor dos Livros Nós Somos Todos Imortais e Reencarnação e Imortalidade - Das Vidas Passadas às Vidas Futuras)

(...) Jean sai da floresta. O sol está se pondo no horizonte. Ele caçou o dia todo, como o faz habitualmente. É tempo de regressar à velha casa familiar, da qual percebe os contornos além das colinas. Ela foi construída no século Xll pelos seus antepassados, meio barões e meio salteadores, que retornaram da Terra Santa. Seus descendentes, pouco a pouco, ampliaram o solar.

Jean esporeia seu cavalo. Ele tem pressa em chegar. A contornar uma colina tem a impressão de ouvir um rumor proveniente da casa. Ele se aproxima. Distingue, agora, uma multidão ao redor da morada. Uma multidão excitada. Camponeses armados de forcados, constata Jean, que galopa a rédea solta, com os olhos cravados no que ocorre. A metade do pátio está invadida. Há corpos caídos por terra. Arrasta-se uma mulher pelos cabelos... O coração de Jean bate mais forte: é sua mulher que os camponeses maltratam! Eles a estão matando! Que pode ele fazer? Ele está só. Os poucos homens armados, que lhe restavam ainda há pouco foram mortos e os servidores que permanecem na casa são todos velhos. Pelo menos tentará salvar a sua pequena filha. Ele contorna a casa e deixa seu cavalo no meio da mata onde, escondida na vegetação, se abre uma passagem subterrânea que conduz ao castelo pela galeria, depois pelos aposentos do castelo, se apossa da menina em lágrimas e retorna pelo mesmo caminho. Lá fora ouve os gritos de sua mulher e da multidão enraivecida. Quando alcançam o ar livre, na mata, lá no pátio o drama terminara. A mulher de Jean jaz sobre a relva, ensangüentada. Assassinada pelos camponeses em fúria, sem que ele nada tenha podido fazer. Dominado pelo ódio e pela tristeza, Jean vai a galope com sua filha até o refúgio num castelo vizinho e amigo. Organiza-se uma expedição, a fim de encontrar os culpados, que foram punidos. Jean, além de perder a esposa que amava, era criticado pela filha. Ao longo do caminho durante a fuga dos dois, a filha gritava ser preciso procurar a mãe que não deviam salvar-se sem ela. Instalada no castelo vizinho, continuava a nutrir rancor e ressentimento ao pai. Mais tarde, já crescida, acusava-o de ter sido covarde.

Jean sabia que não se acovardara. Entretanto, não encontrava mais prazer na vida. Partiu para combater. Havia muito o que fazer no século XVI, agitado por guerras incessantes. Morreu como queria, alguns anos mais tarde, no campo de batalha, sempre guardando no coração a dor de ter perdido sua mulher.

No princípio dos anos setenta, ele a reencontrou assim com a filha. Perto de quatrocentos anos mais tarde. Jean e a mulher se reencontraram em Paris. Eram, então, Robert e Jeanne, se amaram e se casaram rapidamente. Ignoravam, é claro - em todo o caso conscientemente -, que já se haviam conhecido, até que Robert/Jeanne o descobre numa viagem nas vidas anteriores.

Isso é comum. As pessoas que se amaram no passado quase sempre se reencontram em outras vidas. Este é um dos aspectos emocionantes das pesquisas sobre as vidas passadas.

As pessoas com as quais você sente um elo poderoso em sua existência estiveram próximas numa (ou numas) outra vida. Podem ter sido parentes, amigos, amantes, mas se você sente uma ligação profunda com outro ser, se essa pessoa é como um prolongamento de você mesmo, há grandes possibilidades de que se tenham amado, vivido, caminhado, sofrido e rido juntos, em outro tempo, em outro lugar, sob outra forma física. O amor é uma vibração fundamental a mais poderosa do Universo. É ele que faz girar os astros, subir a seiva nas árvores e desenvolver as crianças. O amor é infinito e eterno. Da mesma forma é o amor que une dois seres humanos: assim foi e assim será. Nem o tempo, nem o espaço, nem a morte podem separar aqueles que se conheceram e continuam a se encontrar através dos séculos. Todos os que, em estado de expansão de consciência, revivem uma união antiga com o companheiro ou companheira na vida presente, sentem e exprimem, com vigor, o quanto este amor encarnado é pálida cópia da comunhão entre suas almas no mundo do além.

O contrário também ocorre. Lembro-me de um casal do leste da França. Estavam casados há dez anos. Tinham dois filhos e viviam, desde que se conheceram, uma curiosa relação de "ódio-amor". Eu os conduzi a uma regressão em comum nas vidas passadas, o que faço muito raramente, na qual reencontraram uma vida na Roma antiga, onde se amavam. Ele era nobre e ela sua escrava. Ele a seduzira e, dessa relação culposa, nasceu uma criança que acabou sendo jogada num poço, pela própria mãe. Ignoro quantas vidas comuns teriam vivido juntos desde Roma, mas é óbvio que restava, entre eles, seqüelas do primeiro encontro. Compreender o fato ajudou-os a superar os efeitos negativos dessa relação, aprofundando os laços que os uniam.

Alguns seres que se amaram e se magoaram no passado continuam a se magoar hoje em dia. É que ainda precisam aprender e compreender, a fim de evoluir. Outros atingiram juntos o ponto do não retorno. Estes aprenderão alhures, ao lado de outros seres, o que é a vibração essencial do Amor. Outros, ainda se procuram. Mas todos, seja qual for o caminho particular e o estágio de evolução, são chamados a superar seus medos para aprender a amar. É esse o objetivo da nossa existência, e é a procura do amor incondicional que nos induz a renascer continuamente, revestindo-nos, sem cessar, do corpo humano. A maior parte das pessoas não tem consciência disso. Entretanto, muitos procuram desesperadamente o sentido da sua existência.

(Fonte: REENCARNAÇÃO E IMORTALIDADE - PATRICK DROUOT)

Casos do Tipo Reencarnação

Journal of Scientific Exploration, Vol. 17, No. 3, pp. 527-532, 2003 0892-3310/03

Três Casos do Tipo Reencarnação na Holanda
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Titus Rivas
Athanasia Foundation, Darrenhof 9, 6533 RT Nijmegen, The Netherlands
e-mail: titusrivas@hotmail.com

Resumo—este artigo apresenta resumos breves de três Casos holandeses não resolvidos do Tipo Reencarnação (CORTs). O autor acredita que estes casos mostram uma estrutura semelhante com os CORTs estudados pelo Dr. Ian Stevenson da Universidade de Virginia, seu sócios e outros pesquisadores independentes no campo. Portanto, conclui que é plausível interpretar estes casos de um modo semelhante. Além do mais, ao menos um destes casos parece mostrar características paranormais que parecem corroborar uma hipótese de reencarnação. A contribuição principal deste artigo pode consistir na adição de CORTs holandeses na literatura sobre a pesquisa de reencarnação.

Palavras-chave: Reencarnação — Casos do tipo reencarnação CORTs —características paranormais — transcultural

Introdução

O Dr. Ian Stevenson (1987, 1997), seus sócios e colegas independentes colecionaram uma impressionante base de dados dos assim chamados Casos do Tipo Reencarnação (CORTs). Um caso típico envolve uma criança jovem entre dois e quatro anos que espontaneamente faz observações sobre uma vida prévia que ela teria tido antes de seu nascimento. Com muita freqüência, estas observações contêm informação paranormal sobre uma pessoa histórica que morreu antes da criança nascer e era desconhecida à família da criança antes dela ter começado a falar sobre sua vida prévia. A criança normalmente parece esquecer-se da maioria destas possíveis memórias pelo tempo em que ela tem 6 anos ou 7 ou quando começa seguindo uma educação formal na escola primária. Suas declarações tipicamente são acompanhadas por comportamento emotivo. A criança freqüentemente mostra habilidades paranormais relacionado a suas atividades na vida passada que ela reivindica lembrar-se. Em muitos casos, marcas de nascimento e defeitos de nascimento foram registrados e correspondiam especificamente à causa ou às circunstâncias de morte no fim da vida passada alegada. CORTs são informados em muitos países e culturas diferentes e não são confinados a contextos religiosos nem filosóficos em que o conceito de reencarnação geralmente é aceito.

Este artigo em resumo apresenta três novos CORTs não resolvidos achados na Holanda (Rivas, 1998, 2000). Os casos foram investigados por várias equipes encabeçadas por mim mesmo, pertencentes à Fundação para o Estudo Científico da Reencarnação e à Fundação Athanasia. Minha intenção principal ao publicar estes casos é mostrar que a Holanda pode ser considerada um país em que ao menos alguns CORTs típicos ocorrem. Também, ao menos um e possivelmente todos estes CORTs holandeses não resolvidos parecem possuir características paranormais. Finalmente, alguns pais holandeses de crianças que reivindicam lembrar suas vidas prévias não acreditavam em reencarnação antes dos casos se desenvolverem, o que parece relevante para a interpretação destes CORTs.

*** O Caso de Cerunne

Na primavera de 2001, uma amiga minha, Senhora Anja Janssen de Nijmegen, contou-me que ela soube de um casal em Molenhoek que teve uma filha com memórias de uma vida prévia. Encontrei todos os membros de família, Christine Thijssen, Sirat Lutas, e suas quatro filhas, em maio de 2001. A minha equipe também entrevistou-os por telefone e fez a eles perguntas via correio (normal) em várias ocasiões em 2001 e 2002. A menina que reivindicou lembrar-se de uma vida prévia foi chamada Cerunne e ela tinha sete anos quando eu encontrei-a pessoalmente. Ambos seus pais tinham alguma crença em reencarnação antes do caso se desenvolver, embora eles certamente não estivessem interessados em propagar tal crença. Durante minha investigação do caso, eles eram ambos muito acurados quanto a formulações precisas de suas declarações ainda que isto significasse que o caso pareceria mais fraco de um ponto de vista acadêmico. Também, o Sr. Bouts pareceu bastante ávido saber de minha motivação para conduzir a investigação antes que ele participasse nela. Finalmente, o pai de Cerunne admitiu que ele não valorizou a pesquisa acadêmica tanto quanto a meditação como um meio de achar a verdade. Assim, nós não temos nenhuma razão para supor que o caso foi fabricado para promover uma crença particular em reencarnação. Em vez disso, ambos os pais somente pareceram interessados em compartilhar suas experiências e numa possível verificação das declarações da filha. É também importante anotar que Anja Janssen estava equivocada sobre a filha que teria tido memórias de uma vida prévia. Pensou que era Fanja, a filha jovem, que tinha somente três quando eu encontrei a família pela primeira vez. Se os pais de Cerunne tivessem composto uma história, é muito estranho que eles não tivessem escolhido Fanja como sua protagonista.

A mãe de Cerunne, Christine Thijssen, teve um sonho no oitavo mês de sua gravidez com sua filha. Ela viu uma estranha xamã 'Pictic' por volta de quarenta anos, descalça e vestida em peles, que segurava chifres de veado na sua mão. Pareceu que esta mulher contava-lhe telepaticamente que ia dar à luz uma filha e que devia chamá-la "Deer"[1]. Christine não tinha feito um scan antes do sonho, de modo que ignorava o sexo de seu bebê por nascer. A mulher também contou que sua que a criança tinha tido uma vida passada difícil. Esta experiência fez os pais escolherem um nome Céltico para sua filha, Cerunne, que é derivado da divindade céltica Cerunnos ou Kernunnos que foi associada com o veado e com um mundo entre a morte e o renascimento.

Durante os primeiros dois anos de sua vida, Cerunne era uma criança silenciosa mas muito rápida em seu desenvolvimento motor. Ela também tinha um aspecto de menino, tanto física quanto psicologicamente. Quando Cerunne tinha aproximadamente dois ou três anos de idade, ela espontaneamente contou a seus pais sobre uma vida prévia como um marinheiro (homem). Comentou sobre as ondas de uma piscina dizendo que viu ondas que eram muito mais altas, "tão altas quanto uma casa." Ela também contou-os que a vida no mar pode ser muito estranha. Às vezes há uma tempestade toda a noite e na manhã seguinte tudo estava completamente silencioso. Freqüentemente Cerunne desenhava um veleiro e ela reivindicava que veleiro em que o marinheiro tinha navegado se chamava Vurk. A bordo, ele teve muitas tarefas, incluindo observar o navio e o galhardete[2] e ficar no cronômetro[3], mas também preocupando-se com os passageiros. Ela também descreveu onde no navio os passageiros adultos e as crianças ficavam durante a noite, e determinado que eles não tinham camas nem redes, apenas um travesseiro e um cobertor. Urinavam em algum lugar no chão, já que não havia qualquer saneamento. Havia vacas mortas a bordo, que eles cortaram em pedaços de carne. Eles também comeram carne crua. Às vezes havia lutas com facas entre os marinheiros a bordo, mas disse que o marinheiro cuja vida ela reivindicou lembrar não suportava a grosseria ou a agressão. Também, houve um acidente em que um amigo seu caiu de um mastro e quebrou as suas costas. Havia um leme grande. Ela também mencionou a palavra "moekille" (pronúncia holandesa), uma bengala pontuda que também foi usada como uma arma. Seu próprio nome quando era um marinheiro tinha sido Peer e ele era um homem magro com uma barba preta. O navio navegou a eles para Garoonya ou Karoonya (pronúncia inglesa) colher famílias pobres e as levar a um porto com palmeiras, numa ilha. Ela também mencionou o nome da Índia neste respeito. Havia montanhas ao fundo e só algumas lojas pequenas. As famílias pobres não eram escravas e elas eram bastante maltratadas. Às vezes o navio atracava ilegalmente. Na ilha Peer às vezes dormiu em barracas imundas, mas os habitantes eram muito amáveis, descontraídos e pacatos.

Quando Cerunne tinha sete anos, suas memórias pareciam em grande parte intactas a seus pais, mas sentiu-se demais embaraçada para falar sobre elas com estranhos tais como eu. Confirmou, no entanto, que teve memórias de uma vida como Peer. Neste período, ela tinha acabado de contar a seus pais que Peer tinha ao menos 95 anos de idade quando morreu e tinha permanecido apto a maior parte de sua vida. Mencionou biscoitos secos que eles tinham comido a bordo o navio. Comentou: ‘Éramos homens saudáveis’.

Uma habilidade notável que pode ser relacionada a suas memórias de uma vida como marinheiro era uma agilidade inata em escalar. Mostrou esta habilidade em uma idade muito jovem e nunca sofreu de medo de altura. Ela não podia nadar, no entanto, embora ela estivesse convencida que podia. De acordo com seus pais, ela também mostrou uma dureza incomum para as meninas de sua idade.

A nossa equipe, liderada pelo historiador Pieter van Wezel, estabeleceu que no Século 19 e no início do 20 la Coruna (que é foneticamente bastante parecida com la Karoonya) era um porto importante para imigração às colônias espanholas às vezes referidas como las Índia incluindo Cuba, uma ilha com palmeiras. Os (brancos) imigrantes galegos eram então pobres que eram conhecidos como "Galician slaves” (escravos galegos). A palavra moekille pode ser relacionada a mak(h)ila ou makil(l), uma bengala pontuda originalmente vasca que também foi usada como uma arma. O makila tinha tornado-se conhecido na região galega de La Coruna pelas peregrinações a Santiago de Compostela. Os nomes Peers e Vurk podem com alguma imaginação serem vistos como deformidades do nome hispânico Pedro e do nome Barco ou Barca (navio). Estabelecemos que Vurk não é o nome de um navio escandinavo (ou holandês) e que como tal não quer dizer nem barco nem navio também.

Em minha visão, estas características tomadas conjuntamente parecem sugerir um processo paranormal ao invés de criptomnésia ou fantasia infantil.

Também parece haver um elo estranho entre o sonho de Christine sonho sobre a sacerdotisa xamã e La Coruna. A cidade de La Coruna, ou parte dela, originalmente foi fundada pelas pessoas célticas de Brigantes e conhecidas como Brigantia. Muitos elementos de cultura galega são derivados desta herança céltica. Além do mais, a divindade que foi adorada em Brigantia, Briga, era uma deusa de fertilidade e portanto tematicamente relacionada a Kernunnos.

*** O Caso de Kees

Em fevereiro de 1997, a Fundação de Athanasia foi contatada por um Sra. Marja.M.V. que tem sido pedida pelo teólogo Dr. Joanne Klink (1994), autor de um importante livro sobre s CORTs holandeses, a contar-me sobre as memórias de seu filho sobre uma vida prévia. Escreveu-me que na idade de aproximadamente dois anos, seu filho Kees (pseudônimo) cantava repetidamente: "Meu coração parou de bater, então eu fui crescer na barriga e então o meu coração começou a bater outra vez!." Estava irradiando de alegria e jogou as suas mãos para cima no ar expressando seu prazer. Repetiu este ritual duas ou três vezes por semana durante meses seguidos. Somente quando tinha alcançado a idade de três anos e meio a quatro que pode formular o que ele quis dizer por esta exclamação enigmática. Mãe e filho estavam sentados juntos na cama dele quando ele contou-lhe o que tinha vivido antes. Se chamava Armand então, e não era muito velho quando ele morreu, mas não morreu muito jovem também. Para a surpresa de sua mãe, ele pronunciou o nome Armand com o som nasal, típico do francês. Teve uma namorada e eles estavam para se casar. Depois, Kees descreveu um campo de batalha em que ele foi ameaçado por altos, fortes e terríveis homens que ele denominou "he-men." Eles já tinham matado todos os seus amigos. Tinha sido atingido na barriga e segurava um revólver nas suas mãos. De repente ele foi atingido nas costas e o seu coração começou a bater num passo muito irregular. Ficou com medo. Kees contou a sua mãe que ele viu o inimigo se aproximar dele e atingindo-o uma segunda vez.

Quando Kees tinha aproximadamente sete anos, adicionou alguns detalhes sobre o que aconteceu a ele depois que morreu. Um anjo foi até ele e levou-o a Deus que era pura bondade, a Grande Luz, e humor (sic). Era muito difícil para Kees descrever o outro reino e ele contou a sua mãe que isso não podia ser registrado num slide (sic). Havia uma cascata bela e flores e árvores com frutas deliciosas, melhor que qualquer doce no mundo. Kees resistiu quando os anjos depois de um longo tempo aconselharam-no a reencarnar. Não queria de modo algum retornar à terra. No entanto, os anjos garantiram-no que eles o ajudariam e que Deus teria adicionado que só dependia dele seguir uma vida boa (sic).

Quando era uma criança jovem, Kees sofria de uma fobia severa de morrer, já que isso o lembrava da própria morte dolorosa. Seus pais tiveram algum esforço para convencê-lo que o processo de morrer que ele lembrou não é exatamente muito comum.

Em 1997, Kees tinha 11 anos quando eu o entrevistei. Ele ainda tinha memórias nítidas de sua morte e mesmo adicionou um novo elemento ao registro de sua mãe. Lembrou que tinha perdido um bom amigo cuja esposa tinha morrido durante o trabalho e alegou que ele tinha cuidado de seu filho. Ele também lembrou-se de que um anjo contou-lhe que este filho adotivo estava indo bem, de modo que ele não devia preocupar-se com ele.

*** O Caso de Myriam R.

Myriam R. era mulher de 31 anos quando nós a encontramos numa assim chamada 'extravagante feira paranormal' em 1996. Nascida em Leiden, ela reivindicou que quando criança com aproximadamente três ou quatro anos (i.e. ao redor de 1968) ela espontaneamente tinha observado que sua mãe prévia usava o mesmo tipo de vestido que sua mãe presente usava. Pediu que sua mãe jogasse-o fora já que ele a lembrou de sua desagradável vida passada num ambiente de como que desértico. Em sua vida prévia, ela tinha que cuidar de seus irmãos e irmãs e procurar alimento no deserto. Um dia, ela tinha que buscar alguma água num poço, e ela morreu numa tempestade de areia. Embora permaneçam inverificáveis, suas memórias eram bastante extensas. Por exemplo, Myriam lembrou a aparência de seus pais, uma casa de madeira com um alpendre, e o respeito que ela tinha por pessoas idosas.

Um amigo meu, o Sr. Gerard M. permaneceu no Novo México por algum tempo como parte de um projeto social e ele impressionou-se com a história de Myriam. Declarou que isso o lembrou muito das condições de vida nos desertos deste estado. Os alpendres de madeira que Myriam tinha descrito seriam bastante comuns aí também. Gerard participou de nossa pesquisa durante uma visita ao lar do Myriam em Alphen aan den Rijn. Embora ele seja um católico e não acredite em reencarnação se, ele ficou impressionado com a falta de sensacionalismo da parte de Myriam. Havia meses entre as várias entrevistas que nós conduzimos com Myriam e sua história sempre continha os mesmos elementos.

Logo depois que entrevistamos Myriam, nós também entramos em contato com mãe de Myriam que confirmou que ela de fato tinha contado-a sobre uma vida prévia quando tinha aproximadamente 3 ou 4 anos de idade. Não havia nenhuma discrepância entre seu testemunho e a história que Myriam contou-nos. Ela explicitamente confirmou que Myriam tinha aproximadamente três ou quatro anos de idade quando fez suas declarações; que comparou seu vestido ao de uma mãe prévia; que ela lhe contou sobre uma vida desagradável num deserto; que tinha que cuidar de seus irmãos e irmãs e procurar alimento; e que morreu numa tempestade de areia.

À parte de suas memórias de uma vida prévia, Myriam também reivindica ter memórias de um período de intermissão depois de sua vida num ambiente desértico. Viu-se numa vida futura muito bela. Na vida presente, ela experimentou uma Experiência de Quase-Morte durante uma cesariana que lembrou-a fortemente destas memórias de um estado intermediário.

É importante observar que seus pais católicos certamente não acreditavam em reencarnação quando Myriam contou-os sobre uma vida passada e que também nós não temos nenhuma razão para acreditar que Myriam embelezou sua história para atrair nossa atenção.

Discussão

Os três casos clínicos eu em resumo apresentei neste artigo parecem 'clássicos' já que mostram a mesma estrutura básica como a maioria dos outros casos neste campo. Indiquei por que eu acredito que os casos não são baseados em tentativas de chamar a atenção ou de converter crenças sobre a reencarnação. Portanto, penso que é uma questão de parcimônia interpretar estes CORTs não resolvidos de um modo semelhante com outros casos clássicos. Também, as características aparentemente paranormais em ao menos um destes casos, o de Cerunne, parecem sugerir que a hipótese de reencarnação pode ser a interpretação bem apropriada deles. O caso de Cerunne pode parecer mais forte a este respeito que os outros dois casos, embora pareça mostrar a mesma estrutura básica também.

A ocorrência de casos holandeses de crianças que reivindicam lembrar vidas prévias pode ser visto como evidência corroboradora do conceito de Casos do Tipo Reencarnação como algo transcultural, ou um fenômeno natural. Talvez a adição de CORTs holandeses à literatura sobre a pesquisa de reencarnação possa ser vista como a contribuição principal deste artigo.

Além do mais, em dois dos CORTs há menção de experiências entre as vidas que bem pode ocorrer mais freqüentemente em casos holandeses. Também, todos os três indivíduos parecem reter suas memórias por mais tempo do que o a média de indivíduos de Casos do Tipo Reencarnação. Mais pesquisa é necessária para estabelecer se estas características podem ser típicas de casos holandeses (ou mais geralmente, de europeus) e se então, o que causa estas características específicas.

Agradecimentos

Eu gostaria de agradecer a Ian Stevenson, Joanne Klink, Anny Dirven, Gerard M., Pieter van Wezel, Hein van Dongen, Mary Rose Barrington, K.S. Rawat, Dieter Hassler, Jamuna Prasad, B. Shamsukha, Tom M. Jones, Hicham Karroue, Anja Janssen, e aos indivíduos e outros informantes nestes casos pelo seu apoio e cooperação.

Referências

Klink, J. (1994). Vroeger Toen Ik Groot Was. Vergaande Herinneringen van Kinderen. Baarn: Tem Have.

Rivas, T. (1998). Kees: een Nederlands geval van herinneringen aan een vorige incarnatie met
herinneringen aan een toestand tussen dood en geboorte. Spiegel der Parapsychologie, 36 (new edition), 1, 43-55.

Rivas, T. (2000). Parapsychologisch Onderzoek naar Reincamatie en Leven na de Dood. Deventer: Ankh-Hermes.

Stevenson, I. (1987). Children Who Remember Previous Lives: A Question of Reincarnation. Charlottesville: University Press of Virginia.

Stevenson, I. (1997). Reincarnation and Biology: A Contribution to the Etiology of Birthmarks and Birth Defects. London/Westport: Praeger.
[1] ‘Cervo’ ou ‘Veado’ em inglês (Nota do tradutor Vitor Moura Visoni).

[2] Uma bandeira longa, normalmente triangular, usada em navios para sinalizar ou para identificação. (Nota do tradutor Vitor Moura Visoni)

[3] Isso pode significar também qualquer período de tempo, normalmente quatro horas, em que o dia a bordo do navio é dividido e durante o qual uma parte da tripulação é designada a realizar tarefas. (Nota do tradutor Vitor Moura Visoni)

Natureza e Reencarnação

A palavra "Reencarnação" significa que a nossa vida presente resulta de vidas anteriores, e que a nossa vida futura estará de acordo com as que já vivemos e a maneira como estamos agora vivendo. Tudo na natureza mostra os esforços repetidos neste sentido, com intervalos periódicos de repouso, entre os quais é assimilada a experiência adquirida que serve de base para um novo esforço.
Os Budistas, Tibetanos e Hinduístas, todos acreditam que continuamos sempre a morrer e renascer. Todos vieram da morte e do renascimento. Eles acreditam que a reencarnação é um fenômeno da natureza e que tudo na natureza, obedece às leis perfeitas, cíclicas.
Todos os dias, o sol nasce e se põe. Ao dia sucede a noite, seguida por um outro dia; as estações, Primavera, Verão, Outono e Inverno, são seguidas invariavelmente por outras séries na mesma ordem. Todos os anos existem as quatro estações, as flores nascem e morrem. Da mesma forma, nós, seres humanos, fazemos parte também dos ciclos da natureza. Nascemos, crescemos, morremos e tornamos a nascer quantas vezes for preciso para purificar totalmente o corpo e a alma, desenvolvendo assim, nossa consciência.
A cada 28 anos o sol completa seu ciclo. A cada 19 anos a lua completa seu ciclo. A cada 25.550 anos (período conhecido como “Grande Ano de Platão”) tem-se um volta completa no espaço das estrelas com relação à Terra, e que se equivale à média de respirações que homem tem durante um dia.
O Homem é submetido à mesma Lei universal, e, portanto espiritual, vai seguindo fielmente as flutuações de nascimento, juventude, maturidade, velhice e morte, para renascer com um corpo novo, moldado talvez para um desígnio melhor do que foi possível no corpo anterior.

Água sobe para o céu, muda de forma e volta a terra, num eterno ir e vir.
Por que nada permanece idêntico a si mesmo? De onde vêm os seres? Para onde vão, quando desaparecem? Por que se transformam? Por que se diferenciam uns dos outros? Mas também, por que tudo parece repetir-se? Depois do dia, a noite; depois da noite, o dia. Depois do inverno, a primavera, depois da primavera, o verão, depois deste, o outono e depois deste, novamente o inverno. De dia, o sol; à noite, a lua e as estrelas. Na primavera, o mar é tranqüilo e propício à navegação; no inverno, tempestuoso e inimigo dos homens.
O calor leva as águas para o céu e as traz de volta pelas chuvas. Ninguém nasce adulto ou velho, mas sempre criança, que se torna adulto e velho.
Foram perguntas como essas que os primeiros filósofos fizeram e para elas buscaram respostas.
Sem dúvida, a religião, as tradições e os mitos explicavam todas essas coisas, mas suas explicações já não satisfaziam aos que interrogavam sobre as causas da mudança, da permanência, da repetição, da desaparição e do ressurgimento de todos os seres. Haviam perdido força explicativa, não convenciam nem satisfaziam a quem desejava conhecer a verdade sobre o mundo.


Fonte: http://www.portaldareencarnação.com

Filmes, alguns sobre a Reencarnação

A Casa dos Espíritos
A Educação de Pequena Árvore
A Espera de um Milagre
A Profecia dos Anjos (Saint Ange)
A Reencarnação de Peter Proud
A Sétima Vítima
Além da Eternidade
Almas Reencarnadas
Amor além da vida
Antes que termine o dia
Aparição
As Cartas de Chico Xavier
Audrey Rose
Beetlejuice, Os Fantasmas Divertem-se
Campo dos Sonhos
Cidade dos Anjos
Como o Céu se Enganou
Danika
Déja Vu
Dorm O Espírito
Duas Vidas
E Se Fosse Verdade
Ecos do Além
Efeito Borboleta
Em algum lugar do passado
Em busca de um sonho
Encontro Marcado
Energia Pura
Espíritos
Espíritos - A Morte Está ao Seu Lado
Falando com os mortos
Ghost - Do Outro Lado da Vida
Gladiador
Gritos do Além
Ilusões Perigosas
Já nos Conhecemos
Kundun
Lembranças de Outra Vida
Linha Mortal
Luzes do Além
Manika: a menina que nasceu duas vezes
Minha Amada Imortal
Minha Vida Na Outra Vida
Missão Marte
Morrendo e Aprendendo
Morrendo para Viver
Mortinho por Chegar em Casa
Na Companhia do Medo
Navio Fantasma
O Céu pode Esperar (1978)
O Céu pode Esperar (2001)
O Dom da Premonição
O Fantasma de Lucy Keyes
O Mistério da Libélula
O Sexto Sentido
Oriundi
Os Espíritos
Os Órfãos
Os Outros
Paixão Eterna
Papai Fantasma
Pequeno Buda
Poder Além da Vida
Protegida por um Anjo
Quando os Anjos Falam
Quase um Anjo
Quem somos nós
Reencarnação- 1980
Reencarnação - 2004
Revelação
Segredos do Passado
Sete anos no Tibet
Silk - O Primeiro Espírito Capturado
Stigmata
Um Anjo em Minha Vida
Um Espírito Baixou Em Mim
Um Estranho chamado Elvis
Um Visto para o Céu
Voltar a morrer
Vozes do Além

Crianças Prodígio

De tempos em tempos têm-se notícia de alguém que se destaca por suas aptidões na tenra idade. Faculdades de tal modo superiores e sem nenhuma relação com as de seus descendentes. Freqüentemente tem-se citado o caso de Mozart, executando uma sonata ao piano com quatro anos e, aos oito, compondo uma ópera, mas ele não é o único em toda a história que muito cedo ganhou destaque.
Pascal aos 13 anos de vida dominava inteiramente a matemática e a geometria. Victor Hugo também aos 13 anos de idade já era literato. Listz, aos 14 anos já
havia composto uma ópera e desde muito pequeno era considerado grande intérprete musical.
Com 10 anos Beethoven já era conhecido como um gênio. Pepito de Ariola tocava árias como um mestre, tendo apenas 4 anos de idade. Marco Aurélio recebia aulas de retórica de Hermógenes, que tinha, na época, 15 anos de idade. Leibnitz era mestre, aos 8 anos, de latim e com 12 anos, de grego. Trombetti aos 12 anos falava facilmente alemão, francês, hebraico, grego e latim, na idade adulta dominou 300 linguas. Van de Kefkhore que faleceu aos 11 anos deixou um acervo de 350 quadros pintados.
Assim, excluindo a possibilidade de um conhecimento ou mesmo aprendizado anterior, como entender os gênios ou crianças prodígios?
Àqueles que insistem na hereditariedade como fator principal para o despertar de tais dons desconheçam que Leonardo da Vinci, Benjamim Franklin, Champolliom, Schliemman, Spinoza, Beethoven, Berzelius, Kant, Galileu, Copérnico, Descartes, Kepler, Galvani, Bacon, Berkeley, Claude Bernard e muitos outros sábios, vieram de uma família sem expressão e os descendentes, sem a inteligência dos pais, contrariam o famoso ditado popular: 'Filho de peixe, peixinho é'.
O fator hereditário torna-se um frágil argumento diante dos exemplos enumeráveis, ao longo da história, de homens geniais gerando filhos não inteligentes, e de seres embrutecidos dando vida a gênios. Benjamim Franklin, físico, filósofo, inventor, político norte-americano, foi filho de um modesto fabricante de velas. Tornou-se um dos grandes personagens da história americana: gigante na tarefa da declaração da independência dos Estados Unidos, autor de pesquisas de eletrostática e criador do pára-raios. Tanto tinha consciência de que sua sabedoria não fora adquirida nesta vida, que em sua lápide deixou o seguinte epitáfio: “ Aqui jaz, como a lombada da capa de um livro, o corpo de Benjamim Franklin, livreiro, que há de voltar em edição nova e renovada”.
Não há dúvidas da presença da reencarnação explicando a problemática dos gênios e das crianças prodígios, decifrando enigmas de difícil compreensão ou interpretação.

Mozart compunha apenas com 8 anos e tocava qualquer música aos 4;
Beethoven descobria a geometria plana aos 12 anos;
Rembrandt desenhava como verdadeiro artista antes de aprender a ler;
Miguel Ângelo era técnico perfeito aos 8 anos de idade;
Henecke sabia três línguas aos 13 anos;
Hamilton conhecia o Hebraico e mais 11 línguas aos 13 anos;
Ericson, aos 12 anos tinha sob a sua responsabilidade 600 homens como inspetor do canal marítimo de Suez;
Jaques Chrischton, o gênio monstruoso, discutia em latim, grego, hebraico ou árabe aos 15 anos".

"Essas coisas, evidentemente, só podem ser explicadas pelas experiências adquiridas em vidas passadas. Idealismo, dizem uns. Cérebros férteis em imaginações, dizem outros! Tolice, dizem os mais sábios e, no entanto, até para os mais sábios as crianças-prodígio e os filhos destes próprios sábios vêm desmentir as leis da hereditariedade ou, pelo menos, reduzi-las a expressão um pouco mais simples, tirando-lhes o caráter de generalidade. Assim viveu a humanidade e continua vivendo sem se apoiar no espírito."


Fonte: Paulo da Silva Neto Sobrinho

A Reencarnação na Bíblia

Em suma, a Bíblia "fala", sim, em reencarnação, tanto quanto em bombardeiros nucleares feitos por velozes caças a jato. E não é tão difícil assim identificar os textos e abri-los com as chaves apropriadas - basta ter olhos de ver, basta levantar a letra e procurar o espírito que ela oculta.
Para isso não é necessário nem mesmo ser Doutor da Lei; ao contrário, Jesus certa vez orou a Deus agradecendo-lhe o haver o Pai escondido certas
coisas dos sábios e entendidos e as revelado aos pequeninos e humildes... Por isso disse também que trazia luz aos cegos e cegueira aos que viam.
Parece haver, no mundo de hoje, um número crescente de "sábios e entendidos", porque são multidão os que olham e não enxergam.
Aliás, documentos históricos como a Bíblia, podem admitir reinterpretações apoiadas em novos elementos informativos de absoluta confiança. Traduções forçadas para permitirem a acomodação de idéias pessoais de seus tradutores ou copistas têm sido comuns em todos os tempos e em muitos idiomas. Prevendo isso e no firme propósito de preservar a integridade e pureza do seu texto, João escreveu no Apocalipse (22:18-19):
-Eu testifico a todos os que ouvem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus lhe acrescentará as pragas escritas neste livro; e se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da cidade santa, que estão escritas neste livro.
Paulo, a seu turno, observou, não quanto às alterações textuais, mas quanto às responsabilidades de cada pregador cristão, o cuidado que deve pôr na interpretação do que lê. Ouçamo-lo em 2 Cor.3:5-6:
-...a nossa capacidade vem de Deus, o qualtambém nos fez idôneos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; pois a letra mata, mas o espírito vivifica. Em resumo: em textos históricos há espaço para interpretar o que está escrito, mas não para acrescentar, subtrair, mutilar, deformar e falsear. As responsabilidades do pregador estão muito bem definidas e a advertência é claríssima: atenção para o espírito, cuidado com a letra morta. Muito cuidado, também, com a vaidosa erudição, que procura mais atentamente os meios de exaltar-se do que a singela e direta abordagem dos simples. Nicodemus era sábio e entendido e, no entanto, ignorava o sentido de importantíssimas passagens bíblicas, enquanto aos apóstolos - rudes pescadores, artesãos e trabalhadores braçais - a verdade se revelava em toda a sua beleza.


Fonte: Livro - A Reencarnação na Bíblia Hermínio C. Miranda

5.2.08

Prece de Cáritas

Deus nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus! Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai! Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor! Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criastes.
Piedade, Senhor, para aqueles que não Vos conhecem; esperança àqueles que sofrem. Que a vossa bondade permita sempre aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Deus! Um raio, uma faísca do vosso amor pode abrasar a Terra! Deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão; todas as dores acalmar-se-ão. Um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha nós Vos esperamos com os braços abertos. Oh! Poder... Oh! Bondade... Oh! Beleza... Oh! Perfeição... E queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia.
Deus! Dai-nos a força de ajudar o progresso, a fim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade, que fará de nossas almas o espelho onde se deve refletir a Vossa Pura e Santa imagem

União Infeliz

Pergunta - Qual o fim objetivado com a reencarnação?

Resposta - Expiação. melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça? Item n° 167, de “O livro dos Espíritos”. Dolorosa, sem dúvida, a união considerada menos feliz. E, claro, que não existe obrigatoriedade para que alguém suporte, a contragosto, a truculência ou o peso de alguém, ponderando-se que todo espírito é livre no pensamento para definir-se, quanto às próprias resoluções. Que haja, porém, equilíbrio suficiente nos casais unidos pelo compromisso afetivo, para que não percam a oportunidade de construir a verdadeira libertação.

Indiscutivelmente, os débitos que abraçamos são anotados na Contabilidade da Vida; todavia, antes que a vida os registe por fora, grava em nós mesmos, em toda a extensão, o montante e os característicos de nossas faltas. A pedra que atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece conosco na figura de sofrimento. E, enquanto não se remove a causa da angústia, os efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em definitivo, se não a eliminamos na origem do mal. Nas ligações terrenas, encontramos as grandes alegrias; no entanto, é também dentro delas que somos habitualmente defrontados pelas mais duras provações.

Isso porque, embora não percebamos de imediato, recebemos, quase sempre, no companheiro ou na companheira da vida intima, os reflexos de nós próprios. É natural que todas as conjunções afetivas no mundo se nos figurem como sendo encantados jardins, enaltecidos de beleza e perfume, lembrando livros de educação, cujo prefácio nos enleva com a exaltação dos objetivos por atingir. A existência física, entretanto, é processo específico de evolução, nas áreas do tempo, e assim como o aluno nenhuma vantagem obterá da escola se não passa dos ornamentos exteriores do educandário em que se matricula, o espírito encarnado nenhum proveito recolheria do casamento, caso pretendesse imobilizar-se no êxtase do noivado. Os princípios cármicos desenovelam-se com as horas. Provas, tentações, crises salvadoras ou situações expiatórias surgem na ocasião exata, na ordem em que se nos recapitulam oportunidades e experiências, qual ocorre à semente que, devidamente plantada, oferece o fruto em tempo certo. O matrimônio pode ser precedido de doçura e esperança, mas isso não impede que os dias subseqüentes, em sua marcha incessante, tragam aos cônjuges os resultados das próprias criações que deixaram para trás. A mudança espera todas as criaturas nos caminhos do Universo, a fim de que a renovação nos aprimore. A jovem suave que hoje nos fascina, para a ligação afetiva, em muitos casos será talvez amanhã a mulher transformada, capaz de impor-nos dificuldades enormes para a consecução da felicidade; no entanto, essa mesma jovem suave foi, no passado - em existências já transcorridas -, a vítima de nós mesmos, quando lhe infligimos os golpes de nossa própria deslealdade ou inconseqüência, convertendo-a na mulher temperamental ou infiel que nos cabe agora relevar e retificar. O rapaz distinto que atrai presentemente a companheira, para os laços da comunhão mais profunda, bastas vezes será provavelmente depois o homem cruel e desorientado, suscetível de constrangê-la a carregar todo um calvário de aflições, incompatíveis com os anseios de ventura que lhe palpitam na alma. Esse mesmo rapaz distinto, porém, foi no pretérito - em existências que já se foram – a vítima dela própria, quando, desregrada ou caprichosa, lhe desfigurou o caráter, metamorfoseando-o no homem vicioso ou fingido que lhe compete tolerar e reeducar. Toda vez que amamos alguém e nos entregamos a esse alguém, no ajuste sexual, ansiando por não nos desligarmos desse alguém, para depois somente depois - surpreender nesse alguém defeitos e nódoas que antes não víamos, estamos à
frente de criatura anteriormente dilapidada por nós, a ferir-nos justamente nos pontos em que a prejudicamos, no passado, não só a cobrar-nos o pagamento de contas certas, mas, sobretudo, a esmolar-nos compreensão e assistência, tolerância e misericórdia, para que se refaça ante as leis do destino. A união suposta infeliz deixa de ser, portanto, um cárcere de lágrimas para ser um educandário bendito, onde o espírito equilibrado e afetuoso, longe de abraçar a deserção, aceita, sempre que possível, o companheiro ou a companheira que mereceu ou de que necessita, a fim de quitar-se com os princípios de causa e efeito, liberando-se das sombras de ontem para elevar-se, em silenciosa vitória sobre si mesmo, para os domínios da luz.

Extraído do livro Vida e Sexo, FEB
Fancisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espírito Emmanuel.

A ORAÇÃO UNIVERSAL

por: SEVERINO CELESTINO DA SILVA (extraído do site da FEB, na sessão Artigos).

O principal sentido da oração deve ser a de evidenciar a nossa humildade diante da grandeza de Deus.
Temos o costume de realizar nossas orações com a finalidade precípua de pedir sempre alguma coisa a Deus. É comum realizarmos as nossas orações solicitando a Deus algo pessoal e esquecendo das necessidades gerais dos que nos cercam.
Na questão 659 do Livro dos Espíritos, os Espíritos Superiores nos informam que a três coisas podemos nos propor por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.
O Sidur, livro de orações judaicas, classifica a oração em quatro tipos e a oração de pedidos é apenas um desses quatro tipos existentes. As outras são as orações de agradecimento, louvor a Deus e as preces de introspecção e confissão. Na verdade o verbo hebraico rezar – lehitpalel- não significa “rogar” ou “suplicar” a Deus, como muitos imaginam. Ele provém de um radical hebraico “palel” que significa “julgar”; portanto “lehitpalel” (rezar) pode ser traduzido também como “julgar a si mesmo”.
Não devemos esquecer que Jesus era judeu e, na sua condição judaica, Ele nos ensina no “Sermão do Monte”, contido no Evangelho de Mateus, em seu capítulo 6, versículos 9 a 13, como deve ser realizada a nossa oração.
Inicialmente, nos orienta que quando realizarmos as nossas orações, elas não sejam como a oração dos hipócritas que oravam, segundo Jesus, nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Mas recomenda que entremos em nosso quarto, fechemos a porta e oremos a Deus em secreto, pois Ele, que tudo vê, em secreto nos recompensará. Recomenda ainda, que não é pela repetição das palavras ou pelo barulho que seremos escutados, pois que Deus conhece o que nos é necessário e o que merecemos.
Apresentaremos aqui o “Pai Nosso” traduzido diretamente do texto hebraico para que você possa comparar a diferença de conteúdo frente às traduções do texto grego e do latim.

O texto hebraico aqui utilizado foi extraído do Novo Testamento da “Society for Distributing the Holy Scriptures to the Jews”- London.

TEXTO HEBRAICO (para visualização do texto em hebraico, o navegador deve estar corretamente configurado).

ûniybo’

:§emøH WadaqÚtiy £iyamoHÐabeH ûniyibo’

:£iyamoHÐab hoWÜvan reHÜ’Ðak ¦ÕrÃ’ÐÃb §ÙnôcÙr hÕWÓvÕy §ÕtûkølÑm ‘²bÃt

:ûnÐEqØx £exel £ôyah ûnol-¤eÐt

ûnEtomüHa’-te’ ûnol-xalüsû

: ûnol ûmüHo’ reHÜ’Ðal ûnüxanÜ’ £yixül×s reHÜ’Ðak

hoÐsam yEdyil ûnE’yibÐüt-la’üw

:voroh -¤im ûnElyicah-£i’ yiÐk

¤ema’

O PAI NOSSO

Tradução

Pai nosso dos Céus, Santo é Teu nome,
Venha o Teu reino, Tua vontade se faz na terra,
como também nos Céus.
Dá-nos hoje nossa parte de pão.
Perdoa as nossas culpas, quando tivermos perdoado

a culpa dos nossos devedores.
Não nos deixes entregues a provação,
porque assim nos resgatas do mal.
Amém.

A pronúncia hebraica é assim:

Avinu shebashamaim

itkadash shemechá

tavô malekutechá

ie’assé rtsonechá baárets

kaasher naassá bashamaim

ten-lanu haiom léchem chuknu

uslách-lanu et-ashmatenu

caasher solchim anachnu laasher ashmu lanu

veal-tevienu lidei massá

ki im-hatsilenu min-hará’

amén

3.2.08

A Religião Espírita


O Espiritismo surgiu como uma ciência de observação com conseqüências morais, como diria Kardec, e a sua divulgação foi rápida, principalmente na Europa e Estados Unidos. A facilidade, contudo, de comunicação com os 'mortos' levou as manifestações espíritas para o caminho da fraude e do charlatanismo e, conseqüentemente, do descrédito nessas regiões.

Isso ocorreu, contudo, porque as pessoas não tiveram a mesma abordagem criteriosa que teve Allan Kardec em seus estudos, que já alertava para os perigos das mistificações e da exploração econômica dos fenômenos. Um critério adicional, contudo, permitiu que o Espiritismo crescesse como doutrina, que foi a sua vinculação ao Evangelho do Cristo, vinculação essa empreendida por Kardec, que foi muito criticado por seus colegas estudiosos.

Essa ligação com o Evangelho permitiu o surgimento da Religião Espírita, que não foi prevista por Kardec, mas que foi conseqüência natural do desenvolvimento da doutrina. Para melhor compreendermos, contudo, o surgimento da Religião Espírita, é necessário remontarmos às idéias básicas sobre religião e aos objetivos que uma verdadeira religião deve ter.

Como podemos entender uma religião?

Kardec foi contrário a designar o Espiritismo como uma religião, na acepção usual que as pessoas fazem dessa palavra, mas concordou que, no significado filosófico, o Espiritismo poderia se denominar uma religião (ver Revista Espírita, dezembro de 1868).

Para Kardec, a religião na sua origem significaria algo como uma ligação ou 'laço' que uniria as pessoas em torno de determinadas idéias e princípios. Nesse sentido, o Espiritismo poderia ser considerado uma religião, cujo principal elo de ligação seria a Caridade. Não a caridade, contudo no seu sentido material, que Kardec classificou como 'Caridade Beneficente', mas a caridade que envolve; principalmente, as qualidades do coração, como perdão das ofensas, boa-vontade para com todos e indulgência para com as imperfeições alheias. Essa forma de caridade Kardec classificou como 'Caridade Benevolente'.

A outra acepção que as pessoas fazem de religião é relacionada a culto e hierarquia, o que terminantemente Kardec rejeitou. É por essa razão que ele não considera o Espiritismo uma religião mas uma ciência de observação com conseqüências morais.

Pode-se considerar, entretanto, que a palavra religião também tem um sentido bastante difundido, que é o de 'religação' com Deus. A religião seria, assim, uma porta para nos religarmos com o Criador de quem, no passado, nos desligamos por alguma razão.

Como nos desligamos de Deus?

Esse desligamento ocorreu, segundo a doutrina do pecado original, quando Adão pecou, transmitindo para toda a sua descendência o ônus de sua falta. Por essa doutrina, Jesus nos redimiu com seu sacrifício na Cruz, sendo que todo aquele que crê no Cristo e participa de sua igreja, foi perdoado por Deus e está reconciliado com o seu Criador. A Igreja Católica defendeu sempre esse princípio, reforçando, ainda, que só com a Igreja está a Verdade, resumindo esse conceito no lema 'Fora da Igreja não há Salvação'.

Com a reforma protestante, outras igrejas cristãs surgiram evidenciando a necessidade da Fé para a Salvação e, ou, da predestinação das criaturas por Deus, antes mesmo do seu nascimento, para serem salvas ou condenadas ao 'Fogo Eterno'. Deve-se ressaltar, contudo, que, tanto a Igreja Católica como as demais igrejas reformadas, se baseiam na doutrina do pecado original.

A Doutrina Espírita, contudo, se baseia em outro princípio que é o da criação do Homem simples e ignorante e do seu autoaperfeiçoamento contínuo através da Reencarnação. Segundo esse princípio, o Homem pode evoluir espiritualmente ou estacionar, mas nunca retroceder, o que impede que ele retorne a condições anteriores ou mesmo venha a se reencarnar em corpos de animais, como acreditava a antiga doutrina da metempsicose.

Quando o Homem 'estaciona' no caminho evolutivo ele, de certa forma, se desliga de Deus ou, melhor dizendo, ele opta por não se adequar à Lei Divina que o impulsiona para o progresso e o crescimento espiritual. Ele se apega a bens e prazeres materiais, o que com o tempo, o deixa insatisfeito, pois ele já possui uma essência espiritual suficientemente desenvolvida para aspirar por prazeres menos passageiros e mais duradouros e constantes, como os espirituais.

Esse desligamento é apenas aparente, pois Deus jamais se afasta de suas criaturas. Seria semelhante a uma pessoa que ficasse cega e não conseguisse mais enxergar a luz que está a sua volta. A luz continua lhe envolvendo, mas a pessoa não consegue mais percebê-la. Assim o Homem quando se afasta das Leis que o conduzem se sente só e sem a proteção de Deus, apesar do Pai estar sempre ao seu lado. É por essa razão que Jesus, quando estava caminhando para o calvário, disse às mulheres de Jerusalém que não chorassem por Ele, pois Ele estava com o Pai, mas chorassem por seus filhos que estavam perdidos.

Dessa maneira, o Homem necessita se sentir novamente ligado a Deus, que o sustenta e o conduz. Para isso ele procura uma 'religião' ou uma igreja onde possa se sentir amparado e confortado. Cada doutrina religiosa, contudo, apresenta um caminho para essa religação com o Criador.

Como nos religarmos novamente a Deus?

Para a Igreja Católica o Homem deve participar da Igreja e dos seus sacramentos, bem como das ser fiel às obrigações regulares, como ir à missa, confessar, comungar, jejuar, fazer 'boas obras' e outras obrigações.

Martinho Lutero, que era monge, percebeu que o cumprimento das obrigações que a Igreja Católica impunha não conseguia proporcionar-lhe a certeza da salvação, e isso o deixava profundamente inseguro e perturbado. Certa vez, enquanto ministrava um curso bíblico, ele se deparou com a mensagem do Apóstolo Paulo na Carta aos Romanos, onde ele afirmava que o Homem não se justifica perante Deus com as 'obras da Lei' mas, somente, através da Fé. Assim Martinho Lutero rompeu com a Igreja e adotou a doutrina da 'justificação pela Fé' como a base da salvação das criaturas.

João Calvino, que era, de certa forma, discípulo de Lutero, levantou o seguinte questionamento: se Deus era onipotente, Ele deveria conhecer o passado e o futuro; sendo assim Ele, ao criar suas criaturas, saberia, de antemão, se elas seriam salvas ou condenadas. Dessa maneira, por uma razão acima da nossa capacidade de compreensão, Deus já criaria seres predestinados à salvação ou à perdição, surgindo, daí, a doutrina da predestinação, que foi adotada por muitas Igrejas de origem calvinista. Segundo essa doutrina, o Homem nada pode fazer para a sua salvação e nenhum sinal exterior foi dado para saber se o Homem é um dos eleitos ou não. Os 'eleitos' deveriam trabalhar e apresentar, naturalmente, um determinado comportamento ético e moral que lhes daria a certeza 'interior' da salvação. Assim, não é esse comportamento que os salva, mas o fato de serem 'salvos' é que os levaria a se comportarem dessa forma e de prosperarem na vida. Essa doutrina teve muita influência na formação da sociedade de vários países, principalmente dos Estados Unidos da América.

A Doutrina Espírita foi organizada, em suas bases fundamentais, por Allan Kardec na França em meados do século XIX. Segundo o Espiritismo, o Homem foi criado por Deus já 'predestinado' à felicidade eterna, que ele vai alcançando através do seu desenvolvimento espiritual realizado nas sucessivas encarnações na Terra, ou em outros mundos do espaço universal. Como o Homem tem 'livre arbítrio', ele pode seguir a sua evolução de maneira natural, ou interrompê-la, ficando estacionado no caminho. Nesse momento pode-se dizer que ele está 'perdido' necessitando ser 'salvo'. Dessa maneira vários Espíritos reencarnaram na Terra para mostrar o caminho da 'salvação', sendo que o maior deles foi Jesus de Nazaré. Jesus ensinou-nos o 'caminho da salvação', não só através de palavras, mas, principalmente, pelo seu exemplo de vida. É, por essa razão, denominado 'Mestre', sem ser, contudo, Deus, como admitem outras doutrinas cristãs.

Jesus, segundo a Doutrina Espírita, é um Espírito como nós, criado anteriormente à nossa criação, e que alcançou um grau supremo (pelo menos do nosso ponto de vista) de perfeição. Para nos tornarmos 'justos', assim, devemos ser 'fiéis' a Deus como Jesus nos exemplificou. Esse o significado maior da palavra Fé, que não significa apenas crença, mas, principalmente, fidelidade a um princípio. E qual o princípio que resume os ensinamentos de Jesus? Segundo Kardec é um só: Caridade. Por essa razão, a porta de nossa 'religação' com Deus é a Caridade, o que fez com que o lema "Fora da Caridade não há Salvação" se tornasse a síntese da Religião Espírita. Dessa maneira, a Religião Espírita é uma religião 'interior', sem os dogmas, rituais e hierarquias de outras religiões institucionalizadas.

Para se praticar a Religião Espírita não é necessário freqüentar nenhuma igreja ou templo nem participar, necessariamente, do movimento espírita organizado. É necessário, tão somente, tornar-se 'fiel' a Deus, ser, enfim, caridoso.

Mas a Caridade, como disse Kardec, é uma palavra muitas vezes mal compreendida. Por isso devemos compreender bem o seu significado, já que ela é a base da Religião Espírita.

O que é a Caridade?

Perguntando aos Espíritos Superiores (Livro dos Espíritos, n°923) qual o sentido da palavra Caridade, como a entendia Jesus, eles responderam: benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas. Por essa razão Kardec, alguns meses antes de sua partida para o mundo espiritual (ver Revista Espírita, dezembro de 1868), classificou a Caridade em 'Caridade Beneficente', que é a caridade assistencialista, e 'Caridade Benevolente', que é a caridade moral. A Caridade Beneficente necessita de recursos e, muitas vezes, de uma certa organização institucional para ser melhor efetivada. Já a Caridade Benevolente pode ser praticada independentemente de recursos financeiros, tendo por campo de ação as nossas relações com o nosso próximo no dia-a-dia. Essa é, segundo Kardec, a verdadeira Caridade, a qual pode-se dizer que fora dela não há salvação.

Por essa razão, a base fundamental da Religião Espírita não é nenhuma obra exterior, que os outros possam admirar, mas uma obra interior que devemos implementar, para que sejamos 'salvos' do orgulho, do egoísmo, da avareza, da incredulidade, do desespero e da revolta, que são os verdadeiros fantasmas que devemos temer em nosso mundo íntimo. Transformando-nos para melhor, perceberemos que estaremos mais felizes, podendo, com maior segurança, auxiliar o nosso próximo a também encontrar o Caminho, a Verdade e a Vida abundante que Jesus nos prometeu.

Doutrina Espírita ou Espiritismo

O que é? – É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec.

ALLAN KARDEC, nome adotado pelo Prof. Hyppolyte Leon Denizard Rivail, nasceu na França em 1804 e foi educado pelo Prof. J. H. Pestalozzi. Publicou a partir de 1857 os seguintes livros:

- O Livro dos Espíritos

- O Livro dos Médiuns

- O Evangelho Segundo o Espiritismo

- O Céu e o Inferno

- A Gênese

O Que Revela? – Revela conceitos novos e profundos a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.

Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

Qual a sua abrangência? – Traz conceitos que podem e devem ser estudados, analisados e praticados em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional e social.

O que ensina? – Deus é a inteligência suprema e causa primária de todas a coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.

O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.

Há dois mundos. Os Espíritos encarnados {homens} habitam o mundo material e os Espíritos desencarnados o mundo espiritual.

O homem é um espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o espírito ao corpo material.

Os Espíritos são seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.

Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectualmente e moralmente, passando de uma ordem inferior para uma outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.

Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.

Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.

Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso, intelectual e moral, depende dos esforços que faça para chegar à perfeição.

Os Espíritos pertencem à diferentes ordens, conforme o grau de perfeição a que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.

As relações dos Espíritos com os homens são constantes, e sempre existiram.

Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade.

O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.

A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.



Fonte: USEERJ
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A maior riqueza do ser humano esta no conhecimento. Para isso temos o livre arbítrio que Deus nos deu. O ser humano evoluiu materialmente ( morávamos em cavernas ), mas não espiritualmente. Convido a todos para assistirem a "TV MUNDO MAIOR" aqui no "ESPIRITISMO PARA TODOS", a programação é de grande valor para a nossa evolução espiritual, os programas são espíritas, 24 horas de mensagens da melhor qualidade. O conhecimento não é pecado, pecar é não utilizar o livre arbítrio que Deus nos deu.

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O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”. Conheça o Espiritismo começando a ler "O LIVRO DOS ESPÍRITOS".

Dicas e agradecimento

Nossa dica de filme sobre reencarnação, "Minha vida na outra vida" pela primeira vez na história, um filme retrata, com fidelidade, lógica e respeito, a reencarnação, tema de interesse de milhões de pessoas em todo o mundo, obrigado pela visita, volte sempre e que Deus ilumine o caminho de todos.

Tadeu.