Passagem da bíblia:Numa ocasião, o apóstolo João disse a Jesus: "Mestre, vimos certo homem expulsar demônios (espíritos) pelo uso de teu nome, e tentamos impedi-lo, porque não nos acompanhava." Este homem, evidentemente, era bem sucedido em expulsar demônios (espíritos inferiores), porque Jesus disse: "Ninguém há que faça uma obra poderosa à base do meu nome que logo possa injuriar-me." Portanto, Jesus ordenou que não tentassem impedi-lo, "pois quem não é contra nós, é por nós". (Mc. 9:38-40. Entre Jesus e as religiões eu fico com Jesus.

26.10.09

SOS

Pedimos a colaboração de todos. Torne-se um doador de sangue.

INCA PEDE SOCORRO

Quem tiver contatos no RJ, por favor, retransmitir a mensagem.
É importante.

O INCA - Instituto Nacional do Câncer - fica na Praça da Cruz Vermelha, no Centro do Rio).

Repasse a mensagem para quem vocês puderem, pois a situação do Instituto Nacional do Câncer é realmente dramática.

Eles não têm sangue, nem doadores. Já saíram notas nos jornais e pouco adiantou. O Instituto Nacional do Câncer - INCA - está precisando urgentemente de doadores de sangue.

O banco de sangue está quase vazio e o Hospital enfrenta dificuldades, até para marcar cirurgias, muitas vezes, precisando recorrer a outros bancos de sangue da cidade, que também passam pela mesma dificuldade: falta de doadores.

A transfusão de sangue para pessoas com câncer é muito importante. Sem ela, muitos pacientes não conseguiriam sobreviver aos tratamentos que envolvem drogas pesadas. Para doar, basta chegar na portaria do Hospital com sua carteira de identidade ou qualquer documento similar, apresentando- se como doador.

NÃO vá em jejum, alimente-se de coisas leves e não gordurosas, evite o álcool por pelo menos 12 horas.

Você deve estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 60 anos e pesar 50kg ou mais.

A mulher pode doar a cada 3 meses e o homem a cada 2 meses.
Esta mensagem pode alcançar muitos doadores, se você enviar agora para outros endereços.

Por favor, colabore. Faça a sua parte!
Muitas vidas agradecem.

OBS: Mesmo que você não possa ou não esteja interessado em realizar a doação, não deixe de repassar essa mensagem para seus conhecidos. É uma causa importante, todos podem colaborar de alguma maneira. E olhe pelo lado bom, esta não é mais uma daquelas correntes fúteis que enchem sua caixa de mensagem!



Local e horário para doação:
Hospital do Câncer I (Unidade Hospitalar do INCA)
Praça Cruz Vermelha, 23 / 2° andar - Centro - Rio de Janeiro
Horário: segunda a sexta-feira das 7h30 às 14h30
sábado das 8h às 12h
Para doação de plaquetas é necessário agendar pelo telefone (21) 2506-6064

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=119

13.9.09

Mensagens de Bezerra de Menezes

Mensagens de Bezerra de Menezes e José Grosso recebidas na noite de 12 de setembro de 2009, no Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec, pelo médium mineiro Wagner Paixão.

Caridade Cristã

Meus filhos.

Jesus sempre conosco!

As blandícias do amor são apanágio dos que buscam a Deus, pelas estradas que a fé verdadeira abre, da Terra para o Infinito.

É preciso, filhos, avançar mais e mais por dentro de nós, ofertando território de fraternidade e confiança irrestrita ao Divino Amigo. E para tanto, a prática do Bem, em todas as direções, é a providência sem a qual nosso espírito não obterá resposta.

Auxiliar o próximo, mas auxiliar verdadeiramente, com devoção e sinceridade, calando em nós, os melindres, as vaidades, a preguiça, o convencionalismo deprimente e até mesmo leviano.

Convosco estaremos, porque onde o Cristo é chama de vida e fervor, aí estaremos nós, os vossos amigos e companheiros da vida espiritual.

Confiemos na Bênção do Mestre e não nos cansemos de fazer muito bem a todos os infortunados e tristes do caminho.

A caridade cristã, meus filhos, é Jesus de volta, em nós, sempre em favor dos semelhantes!

Que a candura e a misericórdia de Maria Santíssima vos envolva em paz e ventura.

Bezerra de Menezes.

(Mensagem psicografada no dia 12/09/2009 no Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec, pelo médium Wagner G. Paixão)


Serviço na fé

Se procuras o bem,

Não fuja ao serviço;

Saúde do vosso espíritos

Encontra nele o bom ser viço...

Enfrentar, sempre disposto,

A tarefa com Jesus,

E atender em si mesmo

De Deus, a exalsa luz!

“Faze a teu próximo,

O que desejas receber.”

Eis ao vosso caminho

De ser feliz e crescer!

José Grosso

(Trocas psicografadas no dia 12/09/2009 no Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec, pelo médium Wagner G. Paixão)

Fonte:

Humberto A. Vieira
Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec
Instituto Municipal Nise da Silveira
Antigo Centro Psiquiátrico Pedro II
Rua Dr. Leal, 706 - 3 andar - E. Dentro

http://centroallankardec.blogspot.com/

10.9.09

Vidas passadas

Vidas Passadas - Regressão



Durante milênios a filosofia e a metafísica tentam responder as perguntas da esfinge:


De onde vim?
Por que estou aqui?
Para onde vou?


Sem chegar a conclusão alguma, pois se baseiam em hipóteses, que variam de mente a mente ou, de maneira mais complexa ainda, como seja, emitindo "premissas". Partindo do postulado de que "premissa" é algo que se toma, ou melhor, que se pode admitir como verdade mais que, enquanto "premissa" não pode ser submetida à experimentação, não interessa ao campo da ciência; a ciência estuda realidades, iniciando com fenômeno ou algo de existência real para, depois, então, submeter o fato à análise, principalmente através da experimentação.

Quando falamos de regressão a vidas passadas falamos em Palingênese, Regressão a egos anteriores e Retrocognição. Tudo isto são abordagens filosóficas da teoria da reencarnação.

Para falarmos de vidas passadas, temos que primeiro pressupor a existência do espírito. Segundo o espiritualismo, a personalidade humana é o resultado da sintese das encarnações passadas, mais a encarnação presente.

Pontilhando como estrela de primeira grandeza nos céus da filosofia antiga, encontramos Platão, procurando provar, além da existência da alma, seu retorno em corpos sucessivos para, como afirmava, novamente se plenificar de sabedoria infinita, que trazia em potencialidade quando, por razões obscuras, foi banido do mundo das idéias, onde o homem era pleniconsciente.

Saindo do oceano imenso da filosofia antiga, vemos Descartes, através da negação de tudo que a filosofia afirmava, chegar a conclusão do "EGO SUM QUE SUM", isto é, "EU SOU AQUELE QUE SOU" ou, de maneira mais atual, "EU SOU O PENSADOR". Este pensador seria a transcedência absoluta do ser, ou seja, o espírito humano, aquilo que transcede os próprios pensamentos pois, para Descartes, a caracteristica da alma humana, ou sua transcedência máxima, era caracterizada pelo fato do ser humano poder manejar seus pensamentos.

Segundo a filosofia materialista da época, o ser humano nada mais era do que um conglomerado de pensamentos mais ou menos arbitrários, mais ou menos organizados e dependentes do meio. Descartes veio, entretanto, destruir esse conceito através da introspecção, como seja, "EU NÃO SOU SOMENTE MINHAS EMOÇÕES, PORQUE MINHAS EMOÇÕES DEPENDEM OU PODEM SER MUDADAS PELOS MEUS PENSAMENTOS". Com o magistral resultado de seu raciocínio filosófico, chegou a uma verdade considerada irrefutável, isto é, que "EU NÃO SOU APENAS UM CONGLOMERADO DE PENSAMENTOS, MAS, ALGO QUE TRANSCEDE OS PRÓPRIOS PENSAMENTOS", ou seja, algo de ser humano, que diz:

"Eu quero mudar de pensamento" ou "Eu quero pensar nisto ou naquilo".

A esta transcedência ou área do ser humano que maneja os pensamentos, ele chamou "O PENSADOR", ou melhor, o espírito que tudo transcende.

Somente há poucas décadas, graças ao avanço principalmente da física e da psicologia, a alma ou consciência humana vem sendo submetida ao crivo da ciência e mesmo à experimentação laboratoriais.

Dentro do enfoque da física, sabendo-se que a matéria densa é resultante de adensamentos energéticos de dimensões que vieram, ao se afastrem da fonte inicial, perdendo variáveis e criando "densidade", podemos concluir que tudo que é denso tem harmônicos até o "infinito".

Também com a física na mão, podemos dizer que o plano mais denso onde estamos, que é o plano tridimensional, está sujeito ao tempo, que tudo destroi. Para nós, tudo o que está "acima" do plano denso, cujo limite, atualmente admitido é a velocidade da luz, passa para planos de mais de três variáveis, como seja, a quarta, a quinta e a sexta dimensões. Assim sendo, considerando a estrutura densa do ser humano, ou seja, o corpo físico, denso, tem que ser harmônicos (a mesma expansão) até o infinito. Podemos, assim, considerar a alma humana como o conjunto de harmônicos que permeiam o corpo físico, denso, portanto, perecível.

De conformidade com a psicologia, o ser humano tem dois inconsciente: o inconsciente atual e o inconsciente arcaico. O "Inconsciente Atual" é o resultado de tudo o que introjetamos desde o momento do nascimento, e o "Inconsciente Arcaico" é que trás a memória racial, ou seja, os conteúdos de memória dos períodos anteriores por que passou a espécie.

Filosoficamente falando;

Inconsciente Atual - Áreas superiores corticais, neocorticais ou isocorticais

Inconsciente Arcaico - Áreas subcorticais ou paleocorticais

Esta concepção encontra apoio na Reflexologia e no Behaviorismo.

A teoria Palingenética procura focalizar os inconscientes anteriores, os clichês astrais ou a memória de vidas passadas, nas células antigas do paleocórtex. Podemos dizer que o neocórtex é a área que vai aos poucos sendo programada em contato com o meio e o paleocórtex é a área que não se programa através do meio, pois já vem programada. Nessa área, estão os instintos ou, segundo a moderna etiologia, os "mecanismos deflagadores de comportamentos", os tipos psicológicos do ser, as quais serão desenvolvidas ou norteadas de conformidade com os meios onde estiverem imersas, na caminhada da vida. A Palingênese procura situar nessa área do "material" ou no contexto herdado, o conjunto das personalidades ou dos egos passados.

Devido a causas que a ciência ainda não pode explicar, entre quatro ou cinco pessoas, uma pode regredir com bastante clareza, à qual damos o nome de portadora de sensibilidade profunda. A grosso modo, 25% das pessoas possui uma sensibilidade que podemos chamar de profunda, pessoas estas que podem com facilidade regredir a passado remoto; 50% que chamamos de sensibilidade média, poderá regredir com certa dificuldade e com clareza pouco satisfatória; os 25% restantes poderemos considerar irregressíveis. As regressões de memórias feitas em pessoas de sensibilidade profunda, podemos regredi-los, dividindo a referida regressão, nas seguintes fases:

1º) Até o nascimento, que é o terreno da psicologia pois, dentro de uma abordagem hipno-analítica (psicanálise) podemos detectar traumas ou situações recalcadoras, até mesmo durante o parto.

2º) Até três meses antes do nascimento, onde muitas vezes vamos encontrar memórias de acontecimentos externos vividos ou presenciados pela mãe, o que existe com relativa frequência na literatura da Psicologia Analítica.

3º) Até a concepção, o que já consideramos terreno da Parapsicologia.

4º) A uma época anterior à sua concepção, onde descrevem uma vida em plano psíquico ou em um plano espacial e , nesta descrição, o que mais espanta o pesquisador, principalmente se o mesmo é psicólogo ou psiquiatra, é o fato de não podermos entender onde ele foi condicionar reflexos para descrição rica e minuciosa em detalhes, que todos falam desse plano psíquico.

5º) Como ponto culminante do processo regressivo, vemos que, durante o período em que vamos levando a memória cada vez mais para trás, num determinado período, em geral entre 70 e 150 anos anteriores ao nascimento, o percipiente toma atitudes estranhas, assumindo uma personalidade diferente e, às vezes, sexo também diferente. A partir daí, passa a descrever uma vida nessa época longínqua, com todas as características de estar descrevendo uma realidade aonde, na grande maioria das vezes, não notamos processos alucinatórios, nem tão pouco interveniência de fantasias do inconsciente. É comum até em grande parte dos casos, o percipiente falar a língua da época, com sotaque da época.

É digno também de estudos, a descrição de semelhança que ocorre no fenômeno morte, assim como o desligamento do espírito, para depois seguir os intricados páramos do que chamaremos plano psíquico, até se apresentar renascendo na vida presente.

Nessas revivescências ou representações vivenciais, o percipiente, independente de sua filosofia ou credo religioso, descreve com os mínimos detalhes e com a máxima coerência possível, todos os momentos de sua vida, assim como o processo psicológico de maturação da infância, adolescência e idade adulta, com todos os coloridos dessas fases, na época. Até o timbre vocal acompanha a idade cronológica da pessoa. Neste processo, nota-se um apagamento total dos analisadores atuais, passando a funcionar as características mentais da cultura da época, num ego, como se realmente estivesse revivendo uma outra existência.

A cultura e grau de conhecimento do percipiente, durante o transe, geralmente, não coincide com o que ele tem no presente, pois que se apresenta com uma cultura bem maior.

Podemos citar alguns exemplos:

1 Um delegado de polícia do Rio de Janeiro, dentro do processo regressivo, apresentou-se como irmã de caridade, diretora de um dos maiores colégios da Bahia, tendo falecido em 1875. Ardendo de curiosidade, partiu para Salvador onde, nos arquivos do referido estabelecimento de ensino, constatou que a citada irmã de caridade tinha sido diretora, aquela época, havendo resquício de sua sepultura.

2 Outro paciente, cujo nome real é Doralício, rapaz culto, trinta e seis anos de idade, ao regredir, tomou personalidade de escravo recém-nascido em angola que, na representação psicológica, exatamente idêntica a um escravo da época, descreveu com minúcia toda sua vida naquela região. Anos após, foi comprovada a existência de quase tudo o que descreveu, por um casal de médicos, que lá passou uns seis meses. Até um rio e uma cidade que, poucos anos mais tarde, mudaram de nome.

3 Uma aluna da Faculdade Gama Filho apresentou-se, morando numa determinada rua de Santa Teresa, tendo morrido em 1937 e dando o nome completo de seus pais; indo com um grupo de colegas à referida casa, reconheceu todos os cômodos, notando apenas a diferença da cor de dois compartimentos nos quais, após ter sido raspada um pouco a parede, apareceu a antiga cor. A constatação mais interessante deste caso foi a certidão de óbito por ela obtida, em cartório, do homem que ela dera como pai e que morrera cinco anos depois da morte da percipiente.

4 Um rapaz de quatorze anos apresentou-se como um sacerdote chinês há mil anos passados, descrevendo todos os processos de iniciação da época e dando uma mensagem em chinês que , depois, no centro chinês, foi constatado ser um chinês antigo, sendo traduzidas, apenas, vinte e poucas palavras.

No processo regressivo, parece que atingimos um desses egos anteriores ou clichês astrais, fazendo com que o mesmo entre em funcionamento, com o apagamento do ego atual. Sempre acontecerá, quando houver condições apropriadas indispensáveis, ou seja, um percipiente adequado, que se encontra um, entre quatro pessoas.


Créditos
Paulo de Tarso F. de Queiroz
Hipnoterapeuta
paulotarsoqueiroz@gmail.com

1.8.09

Canção para Jesus




Desejava, Jesus,

ter um grande armazém de bondade constante,

maior do que os maiores que conheço,

para entregar sem preço

às criaturas de qualquer idade

as encomendas da felicidade,

sem perguntar a quem.


Eu desejava ter um braço mágico,

que afagasse os doentes,

sem qualquer distinção.

E um lar onde coubesse todas as criancinhas

para que não sentissem solidão.


Desejava Senhor,

todo um parque de amor

com flores que cantassem

embalando os pequeninos

que se encontram no leito

sem poderem sair.

E uma loja de esperança,

para todas as mães.


Eu queria ter comigo uma estrela

em cuja luz nunca pudesse ver os defeitos do próximo

e dispor de uma fonte cristalina,

de água suave e doce,

que pudesse apagar toda palavra que não fosse

vida e felicidade.


Eu queria plantar

um jardim de união junto de cada moradia,

para que as criaturas se inspirassem

no perfume da paz e da alegria.


Eu queria, Jesus,

ter os teus olhos retratados nos meus

a fim de achar nos outros,

nos outros que me cercam, Filhos de Deus

meus irmãos

a quem devo compreender e respeitar.


Desejava, Senhor, que a benção do Natal

estivesse entre nós, dia por dia,

e queria ter sido uma gota de orvalho na noite em que nasceste

a refletir, na pequenez da minha condição,

a luz que vinha da canção entoada nos Céus:


- "Glória a Deus nas Alturas,

paz na terra, boa vontade em tudo,

agora e para sempre!…"

 
 
(Página recebida por Francisco Cândido Xavier, em reunião pública 
da  Comunhão Espírita Cristã, na noite de 21/09/74,  em Uberaba, MG)

DCIFRANDO A PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER

por: Elsie Dubugras
.
Utilizando técnicas grafológicas, o professor Carlos Augusto Perandréa, criminologista e perito credenciado pelo Poder Judiciário, pesquisou diversas mensagens psicografadas pelo médium Chico Xavier. O trabalho de Perandréa mostra se de grande importância para os estudiosos da paranormalidade, principalmente por ter sido desenvolvido a partir de padrões científicos de análise.

Apesar das religiões ocidentais negarem a reencarnação e a presença de espíritos em nosso mundo físico, ao longo da história os homens tiveram sempre de enfrentar fenômenos para os quais a única explicação razoável é sua origem espiritual. Um desses fenômenos é a chamada escrita automática ou psicografia, área no qual o expoente máximo foi o médium brasileiro Francisco Cândido Xavier.

Chico psicografou milhares de mensagens e mais de 400 livros, tendo sido estudado por especialistas no tema do mundo todo. No Brasil. essa tarefa ficou por conta do dr. Carlos Augusto Penandréa, professor de datiloscopia e grafoscopia da direção do Banco do Brasil (de 1972 a 1986), professor adjunto do Departamento de Patologia, Legislação e Deontologia da Universidade de Londrina, Paraná, criminologista e perito credenciado pelo Poder Judiciário.

A pesquisa feita por Perandréa durou 13 anos e foi realizada de forma rigorosamente científica, pois, sendo ele um perito na área da grafologia, sabia como levantar e expor os dados de maneira adequada, apresentando suas conclusões como faria nos meios forenses. O professor começou a se interessar pelo tema durante um curso de Grafoscopia para Coordenadores do Banco do Brasil, realizado em Brasília emjulho de 1977. O primeiro trabalho por ele examinado foi uma psicografia de Chico Xavier obtida em 15 de maio de 1976 e atribuída ao espírito de Fausto Bailão Luiz Pereira um jovem de 15 anos que falecera num desastre automobilístico cerca de três meses antes.

A singularidade do assunto atraiu Perandréa, que começou a reunir os originais de outras mensagens psicografadas por Chico Xavier. Além disso, para fins comparativos, ele recolheu material escrito pelos desencarnados durante o tempo em que viveram neste mundo. Com esse acervo e utilizando se de sua perícia em grafologia, o pesquisador concluiu um cuidadoso estudo sobre o fenômeno da escrita automática, intitulado A Psicografia à Luz da Grafologia. A fim de entender melhor o seu trabalho, é interessante relatar aqui alguns elementos habitualmente empregados nesse tipo de análise.

Diferenças importantes Segundo especialistas, as palavras manuscritas contêm uma imensidão de detalhes informativos sobre seus autores, como idade, grau de cultura, profissão e estado psicossomático. A caligrafia de uma criança é diferente da de um adulto. Isso pode ser facilmente comprovado comparando se uma mesma palavra escrita por alguém na infância e na fase adulta a mudança em sua forma estética é evidente.

Tais diferenças são também encontradas na caligrafia de pessoas de culturas desiguais. Os eruditos escrevem com desenvoltura e criatividade; a letra de pessoas de cultura média continua subordinada à sua fase de aprendizagem; e as menos cultas escrevem vagarosamente, desenhando as palavras. Outro fator que modifica a caligrafia é o posicionamento de quem escreve: um braço bem apoiado produz traços diferentes daqueles obtidos quando não há um suporte normal. Além disso, existem ainda três formas de produção da escrita denominadas pelos grafólogos de mão forçada, mão guiada e mão auxiliada que mudam a letra original de uma pessoa. No primeiro caso, traços desordenados, por vezes ilegíveis, são produzidos em virtude de o autor ter sido forçado a escrever contra a sua vontade. As letras de mão guiada mostram se espaçadas, deformadas, com irregularidades de ligação, etc. e ocorrem quando a mão acha se inerte, como no caso de um paralítico ou de um agônico, tendo de ser guiada por outra pessoa. A caligrafia da mão auxiliada apresenta traços fracos, indecisos e deformados, por receber ajuda de outra pessoa diante da existência de uma impotência funcional qualquer, como lesões ou moléstias nervosas.

Foi usando estes e outros conhecimentos específicos que o professor Perandréa analisou a autoria de algumas mensagens psicografadas por Chico Xavier. O caso de Ilda Mascaro Saullo uma senhora que faleceu em Roma em dezembro de 1977, após longa enfermidade pode servir para mostrar como o grafologista conseguiu elementos que o levaram a acreditar na autenticidade das mensagens recebidas por Chico.

A mensagem em questão foi psicografada em 22 de julho de 1978, e para isso o médium usou lápis, três folhas de papel ofício sem pautas e terminou assinando o nome Ilda. Como peça de confronto, Perandréa conseguiu um cartão semelhante aos que são usados no Natal, cujo texto estava em italiano, não tinha data alguma. mas fora assinado com o mesmo nome: Ilda. Além disso, o pesquisador procurou também manuscritos naturais de Chico Xavier, anteriores e posteriores à data da psicografia.

O trabalho comparativo mostrou que, apesar da predominância de características gráficas do médium, destacavam se elementos gráficos da escrita de Ilda no corpo da psicografia e na assinatura.

Perandréa fez ainda uma seqüência gráfica por translucidez e observou outros importantes detalhes, como as coincidências entre certas letras, o encaixe perfeito das barras que cortam as letras "t", igualdade na abertura das hastes, nas extensões, na altura e na situação; em suas conclusões, declarou: "Essas igualdades absolutas, adicionadas às demais, definem o exame da autoria gráfica (...). A mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, aos 22/7/78, atribuída a Ilda Mascaro Saullo, contém, conforme demonstração fotográfica (...), consideráveis e irrefutáveis características de Gênese Gráfica, suficientes para a revelação e identificação de Ilda Mascaro Sauflo como autora da mensagem questionada."

A pesquisa desenvolvida por Carlos Augusto Perandréa possui um duplo valor para os estudiosos dos fenômenos psíquicos. Primeiro, porque os dados por ele levantados comprovam a autenticidade do trabalho mediúnico de Chico Xavier, ajudando a demonstrar a possibilidade de sobrevivência do espírito e da comunicação entre o plano astral e o mundo físico. Segundo, porque todo trabalho foi elaborado a partir de técnicas objetivas de análise, aceitas pelo Poder Judiciário como instrumentos de comprovação da autoria de qual quer texto. Com isso, Perandréa marca um importante ponto contra aqueles que, invocando a autoridade científica, negam com veemência e dogmatismo a tese da sobrevivência da alma

Fonte:
Revista Planeta 224 - maio 91

Vidas sucessivas

Vidas sucessivas


"Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo."Jesus. (JOÃO, 3:7.)
Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel ("Caminho, Verdade e Vida")

A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara. Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível nosacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima. A reencarnação é lei universal. Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho. O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados. A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus aprisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco daatividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros. Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera.

Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime. O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre asdificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento.

Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel ("Caminho, Verdade e Vida")

A Psicografia de Chico Xavier e os Meios Jurídicos

Lauro Denis

No nosso Direito Penal, há casos de repercussão internacional, cuja decisão judicial se fundamentou em comunicações mediúnicas psicografadas por Francisco Cândido Xavier, nas quais os Espíritos das vítimas de homicídio inocentaram os respectivos réus. Os casos mais conhecidos são os seguintes :


a) Crime de homicídio, ocorrido em Goiânia de Campina, Goiás, em maio de 1976, praticado por José Divino Gomes contra Maurício Garcez Henriques.

b) Crime de homicídio, acorrido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em março de 1980, praticado por José Francisco Marcondes de Deus contra a sua esposa Cleide Maria, ex-miss Campo Grande;

c) Crime de homicídio em Goiânia, nos anos 70. Henrique Emmanuel Gregoris, morto, psicografou cartas dividindo a responsabilidade da sua morte com seu algoz.

Em face desses três casos, a questão que se levanta é a seguinte : É juridicamente admissível, como prova judicial, mensagens psicografadas que digam respeito à determinação de responsabilidade penal ou de direitos e obrigações civis ? A resposta é afirmativa, desde que se trate de prova subsidiária e em harmonia com o conjunto de outras provas não proibidas no Sistema Geral do Direito Positivo.

Valter da Rosa, autor do Livro “Aspectos Éticos e Jurídicos - Parapsicologia : um Novo Modelo”, Ex-Promotor de Justiça e aposentado como Procurador de Justiça de Recife, afirma que se pode cogitar também da utilização da percepção extra-sensorial, em perícias judiciais a fim de respaldar informações existentes nos autos ou pertinentes ao processo, auxiliando a Magistratura e o Ministério Público na aplicação correta da Justiça em cada caso concreto. Assim, no elenco dos procedimentais periciais e até mesmo nas provas admitidas em Direito, poder-se-á, ad futurum, incluir os recursos obtidos de forma extra-material.

Como conseqüência do trabalho realizado pelo Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofisicas - I.P.P.P. - Ciência que integra a psicologia, a física e a biologia, a qual se estuda o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; o cérebro funcionando eletricamente - aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico, a Constituição de Pernambuco, promulgada em 5 de outubro de 1989, obrigou-se a prestar assistência à pessoa dotada aptidão extra-sensorial conforme determina o seu Art. 174, em resumo :

O Estado e os Municípios, diretamente ou através de auxilio de entidades privadas de caráter assistencial, regularmente constituídas, em funcionamento e sem fins lucrativos, prestarão assistência ao superdotado, ao paranormal, o que inclui sensibilidades que extrapolam os sentidos orgânicos normais.

A Constituição de Pernambuco é pioneira no reconhecimento expresso da paranormalidade e efeitos extra-sensoriais, obrigando o Estado e os Municípios, assim como as entidades privadas que satisfizerem às exigências da Norma Constitucional, a prestar assistência à pessoa dotada desse talento, comprovado por profissionais especializados. Assim, diz o Ex-Procurador, os fenômenos paranormais que produzam conseqüências jurídicas poderão fundamentar Decisões Judiciais em qualquer área do Direito, com a admissão, inclusive, da utilização da paranormalidade nos trâmites processuais. Lembramos que toda mediunidade é paranormal, mas nem toda paranormalidade tem origens mediúnicas.

Paranormalidade e Mestrado de Direito :

Em 1993, a Dra. Lana Maria Bazílio Ferreira apresentou, na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, a tese "A Paranormalidade em Face da Lei e do Direito", no Curso de Pós-Graduação em Direito, para a obtenção do seu Grau de Mestre.

Lá constam diversos aspectos de suas interpretações parapsicológicas relacionados à mediunidade. Reconhece também o ex-Promotor de Recife o alto valor de seu volumoso Trabalho e sua influência nos Meios Acadêmicos, assim como do seu pioneirismo em levar o tema ao domínio universitário, tornando-o familiar aos Profissionais do Direito.

Não restam dúvidas, portanto, da concreta existência de relações interdisciplinares entre a Parapsicologia, Psicobiofísica e o Direito.

Parapsicólogos, Mestres como a Advogada Lana Maria Bazílio e Juristas poderão discutir proveitosamente as questões científicas e legais da fenomenologia paranormal, definindo a utilização prática da "ação-percepção" que se daria sem o uso dos cinco sentidos conhecidos (visão, audição, olfato, gustação e somestesia) ou dos mecanismos motores conhecidos (movimento dos membros, etc), e possivelmente baseado em alguma força desconhecida que não as quatro usualmente aceitas pela ciência atual (gravitação, eletromagnetismo, força nuclear forte e força nuclear fraca), nas atividades Forenses e na elaboração de Legislação específica para a sua disciplinação.

Luiz Guilherme Marques, Juiz de Direito da 2ª Vara Cível de Minas Gerais, lembra a grande Síntese, obra magistral de Pietro Ubaldi, cognominada Evangelho da Ciência, onde se dizem coisas como, por exemplo :

" À proporção que o Juiz evolui, torna-se digno de conquistar o direito de julgar."

Por fim, registraremos aqui, in verbis, o teor das Decisões Jurídicas que envolveram as Cartas Psicografadas de Chico Xavier e a Decisão do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Para quem quiser ver um vídeo que resume um dos casos levados ao ar pela Globo, em 04.11.2004, poderá acessar o link, ao final. Quer for assinante, poderá assistir aos três episódios.

SENTENÇA PROFERIDA PELO JUIZ ORIMAR BASTOS, RECURSOS E DECISÃO DEFINITIVA :

Da longa motivação da Sentença do Meritíssimo Juiz de Direito da Sexta Vara Criminal, da Capital Goiana, Dr. Orimar Bastos, exposta às folhas 193/202 do Processo :

"No desenrolar da instrução foram juntados aos autos recortes de Jornal e uma mensagem Espírita enviada pela vítima, através de Chico Xavier, em que na mensagem enviada do além, relata também o fato que originou sua morte."

"Lemos e relemos depoimentos das Testemunhas, bem como analisamos as perícias efetivadas pela especializada, e ainda mais, atentamos para a mensagem espiritualista enviada, pela vítima aos seus pais."

"Fizemos análise total de culpapilidade, para podermos entrar com a cautela devida no presente feito "sub judice", em que não nos parece haver o elemento DOLO, em que foi enquadrado o denunciado, pela explanação longa que apresentamos. O Jovem José Divino Nunes, em pleno vigor de seus 18 anos, vê-se envolvido no presente processo, acusado de delito doloso, em que perdeu a vida de seu amigo inseparável Maurício Garcez Henrique."

"Na mensagem psicografada retro, a vítima relata o fato isentando-o. Coaduna este relato com as declarações prestadas pelo acusado, quando do seu interrogatório, às fls.100/vs. Por essa análise, fizemos a indagação :
"HOUVE A CONDUTA INVOLUNTÁRIA OU VOLUNTÁRIA DO ACUSADO, A FIM DE SE PRODUZIR UM RESULTADO ? QUIS O ILÍCITO ?"

"Afastado o dolo, poderia aventar-se a hipótese de culpa, mas na culpa existe o nexo de previsibilidade (...) José Divino, estando sozinho em seu quarto, no momento em que foi ligar o rádio, estava cônscio de que ninguém ali se encontrava. Acionou o gatilho inconscientemente. Donde se afastar a culpa, pois o fundamento principal da culpa está na previsibilidade."

"Julgamos improcedente a denúncia, para absolver, como absolvido temos, a pessoa de JOSÉ DIVINO NUNES, pois o delito por ele praticado não se enquadra em nenhuma das sanções do Código Penal Brasileiro, porque o ato cometido, pelas análises apresentadas, não se caracterizou de nenhuma previsibilidade. Fica portanto, absolvido o acusado da imputação que lhe foi feita.

Publique-se, Registre-se e Intimem-se.

Goiânia. 16 de julho de 1979

(a) ORIMAR DE BASTOS
Juiz de Direito, em plantão na 2ª Vara.

***
NATIONAL ENQUIRER ( E.U.A ) - " Psychic message from the grave clears suspect of murder. A message from de espirit world helped acquit a youth of murder.

By Gary Richman.

PSYCHIC NEWS ( London ) - "Jugde frees man in murder trial after reading victim's message."

By PN Reporter.

Aos 14 de agosto de 1979, o representante do MP, Dr. Ivan Velasco Nascimento, em exercício na 20ª Promotoria de Justiça, alicerçado nas disposições contidas no inciso VI, art. 581 do CPP, requereu ao Juiz de Direito, reforma da sentença ou a subida dos autos ao Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás para o necessário reexame da mesma.

DA DECISÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA :

Do Acórdão exarado pelo Egrégio Tribunal de Justiça de Goiás, constituído às fls. 246/256 do processo :

(...) Sobre a admissibilidade das Provas, dispõe o art. 155 do Código de Processo penal :

"No juízo penal, somente quanto ao estado das pessoas serão observadas as restrições à prova estabelecidas na Lei Civil".

Verifica-se, então, que no Juízo penal NÃO HÁ LIMITAÇÕES DOS MEIOS DE ROVA, SENDO AMPLA A INVESTIGAÇÃO, DILATADOS OS MEIOS PROBATÓRIOS, VISANDO ALCANÇAR A VERDADE DO FATO E DA AUTORIA, OU SEJA, DA IMPUTAÇÃO.

"Ensina Espínola Filho em seu Código de Processo Penal, vol. II/453 :

"Como resultado da inadmissibilidade de limitação dos meios de Provas, utilizáveis nos processos criminais, é-se levado à conclusão de que, para recorrer a qualquer expediente, reputado capaz de dar conhecimento da verdade, não é preciso seja um meio de prova previsto, ou autorizado pela Lei, basta não seja expressamente proibido, se não mostre incompatível com o sistema geral do Direito Positivo, não repugne a moralidade pública e aos sentimentos de humanidade e decoro, nem acarrete a perspectiva de dano ou abalo à saúde física ou mental dos envolvidos, que sejam chamados a intervir nas diligências.

JURI POPULAR :

Encerrados os debates, procedeu-se à votação secreta dos jurados, que absolveram o réu por seis votos a um.

O DD Procurador da Justiça, Dr. Adolfo Graciano da Silva Neto, em Parecer Criminal de nº 1/714/80, de 19 de setembro de 1980, acolheu a decisão dos jurados, concluindo assim, sua assertiva :

"De fato, e seria temeroso negar a evidência, a decisão encontra apoio na versão apresentada pelo réu que, por sua vez, tem alguma ressonância nos caminhos e vasos comunicantes da prova. Inquestionável que não se pode perquerir e aferir o grau valorativo dessa ou daquela versão, basta que o pronunciamento dos jurados se esteie em alguma prova, para que seja mantido. Inarredável que o caso fortuito é achadiço na prova, com a qual lidou o Juri e com base nela esteou o veredicto absolutório. Destarte, incensurável a decisão dos jurados. É o parecer que submeto à apreciação da Colenda Câmara Criminal, para as considerações que merecer". ( fls. 335/337 ).

ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE GOIÁS, DE 23 DE OUTUBRO DE 1980 :

Tomaram parte no Julgamento final, presidido pelo Exmo. Sr. Desembargador Fausto Xavier de Resende, além do Relator, Des. Rivadávia Licínio de Miranda, os Des. Joaquim Henrique de Sá e Juarez Távora de Azeredo Coutinho ( Fls.341/344).

O Link da Globo, a seguir, permite ver um dos casos mostrados anteriormente. Procure na Playlist o Título : "Justiça - Chico Xavier". O assinante Globo poderá assistir o Programa na íntegra :

http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-MC25,00.html

É evidente que as decisões judiciais de Goiânia levaram em conta a reputação ilibada de Chico Xavier que deu exemplos para "muitos que se dizem cristãos", amando seu próximo como a ele mesmo. Chico Xavier poderia ter uma vida de opulências, com uma conta bancária de mais de 50 milhões de dólares, obtidos pela venda de seus livros, os quais foram traduzidos para diversos países, e no entanto, Chico Xavier viveu de forma simples e humilde. Ele doou tudo para Instituições de caridade, e sobreviveu somente com a sua aposentadoria.

Charlatanismo existe em TODOS os meios, inclusive os religiosos. Não seria qualquer um que convenceria os meios Jurídicos. Sem dúvida que tal fato gera polêmica. Muitos advogados são contra e isso é até bom pois senão muitos se aproveitariam para burlar a Justiça. É evidente que a postura moral de Chico Xavier pesou, e pesou muito para que sua cartas psicografadas fizessem parte dos autos do Processo.

Acredito que foram poucos os casos que envolveram a Justiça e a psicografia. Houve outro caso no Paraná, porém não houve absolvição, mas as cartas serviram como atenuantes da pena. Infelizmente não tenho mais dados precisos a respeito desse caso.

Uma outra que já li foi a Ação declaratória impetrada na 8ª Vara Civel do Rio de Janeiro pela viúva do escritor cearense Humberto de Campos, a qual exigia os Direitos Autorais de seu marido. A Ação foi julgada por sentença de 23 de agosto de 1944, do Dr. João Frederico Mourão Russell, Juiz de Direito em exercício na 8ª Vara Cível do antigo Distrito Federal. Tendo ela recorrido dessa sentença, o tribunal de Apelação manteve-a por seus Jurídicos fundamentos, tendo sido relator o então Ministro Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa. Tal fato envolvendo o meio judicial está descrita no livro "A Psicografia ante os Tribunais", de Miguel Timponi, onde encontramos tríplice aspecto : jurídico, científico e literário.

Em subsídio ao contexto, o perito em Grafoscopia, Dr. Carlos Augusto Perandrea, escreveu um Livro chamado “A Psicologia a Luz da Grafoscopia” : É um Trabalho Científico inédito no mundo publicado na Revista Científica Semina da Universidade Estadual de Londrina. O autor prova a comunicação psicográfica comparando a letra (padrão) do indivíduo antes da morte e depois em mensagens mediúnicas (psicografia) analisando em laudo Técnico e chegando a conclusão de autenticidade gráfica.

Este Professor da Universidade Estadual de Londrina – Paraná, Criminólogo, com Especialização em Criminologia ; Perito Judiciário em Documentoscopia ; Credenciado pelo Poder Judiciário de Londrina ; Professor Universitário, na Universidade Estadual de Londrina, desde 1972 (Medicina Legal - Identificação Datiloscópica e Grafotécnica - Curso de Direito) ; Cadeira de Deontologia nos cursos de Fisioterapia e Odontologia ; Cadeira de Medicina Legal - Ciências Policiais no Curso de Especialização em Criminologia ; Perito Judiciário em Documentoscopia, confirma a autoria gráfica de mais de 400 psicografias (mensagem de "Espíritos") recebidas através do médium Chico Xavier quando comparadas com a grafia das pessoas enquanto ainda vivas (o que se constituiria em uma prova da sobrevivência da consciência humana ao fenômeno da morte física). Das 400 psicografias, 398 foram também confirmadas por outros peritos da área, ou seja, UMA CONFIABILIDADE DE MAIS DE 99,5%. A autenticidade deste Trabalho foi publicado na Revista Científica da Universidade de Londrina, a Revista Semina, em 1990, e igualmente apresentada, em outra oportunidade, em um Congresso Nacional, diante de mais de 500 Profissionais e Peritos da área, sem uma única contestação (!!!)

O método grafoscópico empregado por esse Perito é totalmente aberto a investigações, sendo amplamente utilizado pela Justiça, em casos de âmbito geral ( não me refiro à psicografia ) de todo o mundo há muito tempo (tanto para condenar um réu, como para absolver). A metodologia utilizada por Perandrea é a padrão em Grafoscopia Judiciária, que é uma área que tem sólido respaldo Científico já há muitas décadas, sendo importante assinalar que é uma atuação objetivando validar provas que venham a incriminar alguém e contribuir na condenação em Processos Judiciários.

O advogado criminalista Roberto Podval concorda que a psicografia não pode ser utilizada como única prova objetiva no direito. “Materialmente falando, isoladamente não é prova válida. Mas pode ter um caráter subjetivo e indicar ao juiz algum caminho.” E de acordo com o Juiz Federal aposentado Zalmino Zimmermann, é cada vez mais comuns casos de juízes que aceitam cartas psicografadas como provas. “Claro que depende da qualidade e da autenticidade da prova”, explicou. Os casos, porém, não estão catalogados para consulta em separado“, disse o Juiz.

Fonte:
Lauro Denis

Alexandre Caroli: Psicografias de Chico Xavier nas universidades

Conheci Alexandre Caroli já faz algum tempo. Foi em 2003, na ocasião em que um grupo de pesquisadores do tema espírita se reuniu com o objetivo de trocar experiências e informações a respeito do que estava sendo realizado até aquele momento nas universidades, tanto no Brasil como no exterior, levando em conta diversas áreas do conhecimento: medicina, psicologia, psiquiatria, física, química, história, letras, comunicação etc.

Alexandre e eu integrávamos o grupo de pesquisadores da área de Ciências Humanas. Outros dois grupos no encontro eram das Ciências Exatas e das Ciências Biomédicas. No período, Alexandre já havia concluído, em Letras, na Unicamp, sua dissertação de mestrado sobre o primeiro livro de Chico Xavier: Parnaso de Além-túmulo. Agora, em 2008, ele defendeu, também na Unicamp, sua tese de doutorado, sobre a qual fala nesta entrevista.

O que o levou a realizar projetos de pós-graduação, mestrado e doutorado, sobre a temática espírita, sobretudo referentes às psicografias de Chico Xavier, primeiro, tratando do livro inaugural do médium mineiro; depois, cuidando das publicações mediúnicas atribuídas ao escritor Humberto de Campos?

AC: Havia, desde a adolescência, o gosto pela leitura, mas sem idéia de que isso poderia virar uma profissão. Na graduação, li bastante o que estava à disposição de um modo geral: escritores brasileiros e estrangeiros. Tive, também, acesso aos estudos da linguagem, relacionados à literatura e à lingüística, que muito me auxiliaram para enfrentar os textos. Ainda na graduação, consegui duas bolsas de estudo para pesquisar o contista brasileiro Dalton Trevisan. Nessa época, minha irmã Cristina, que freqüentava um centro espírita em São Paulo, presenteou-me com um livro do Chico Xavier (1910-2002) intitulado Parnaso de Além-túmulo. Aos poucos, fui me interessando por aqueles curiosos poemas, atribuídos a dezenas de escritores "mortos". Pouco depois da graduação, comecei a cursar o mestrado. Após algumas indecisões, resolvi pesquisar esse livro de poemas. Escrevi um esboço de projeto e fui procurar um professor que aceitasse me orientar. Não foi tão difícil, como se poderia imaginar, visto que o tema é controverso. Na terceira tentativa, consegui um orientador, que me ajudou a concluir o projeto e me acompanhou ao longo da pesquisa, o professor Haquira Osakabe. A dissertação foi defendida em 2001. Em síntese, foi um estudo sobre o livro Parnaso de Além-túmulo, a sua formação, o seu histórico, as relações textuais que cinco conjuntos de poemas estabelecem com as obras dos poetas a quem são atribuídos, no caso: João de Deus, Antero de Quental, Guerra Junqueiro, Augusto dos Anjos e Cruz e Sousa. A quem se interessar, a dissertação está disponível na internet, no site da Biblioteca Digital da Unicamp. Depois, no doutorado, com o mesmo orientador, estudei os livros que Chico Xavier atribuiu a Humberto de Campos e a Irmão X. Os dois trabalhos foram financiados pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

Você encontrou, nessas suas pesquisas, o que eu chamaria de "elemento surpresa", aquilo que não se esperava encontrar?

AC: Sim, encontrei várias surpresas. Lembro-me, por exemplo, da surpresa que foi descobrir que, embora com as novidades da temática espírita, muitos dos poemas estudados continham, em diversos níveis, traços poéticos que iam ao encontro dos descritos pelos principais críticos dos autores estudados. No doutorado, fiquei novamente impressionado quando descobri, em alguns textos mediúnicos, a existência de certas camadas de leitura, relacionadas ao repertório literário de Humberto de Campos, que sugerem, digamos, um trabalho de relojoeiro. São achados de difícil assimilação.

Em seu trabalho, como você lidou com a questão mediúnica nesses textos?

AC: Para nós, leitores, o fator mediúnico é, grosso modo, uma declaração. Um médium afirma em público que o verdadeiro autor dos escritos que produziu é um autor espiritual. O leitor decide se aceita a alegação. A tendência, me parece, é o livro ser lido por aqueles que acreditam na autoria espiritual. Nos meus trabalhos, um primeiro passo para lidar com a questão foi observar como os textos psicografados foram entendidos por seus comentadores, quais leituras eles suscitaram. Mas a parte principal das pesquisas foram as análises textuais, orientadas pelo seguinte questionamento de fundo: o que o autor desses textos demonstra conhecer do repertório literário da autoria alegada?

Com relação ao procedimento de análise dos textos estudados, o que foi alterado, do mestrado para o doutorado?

AC: Uma diferença inicial foi a do registro: no mestrado, poesia; no doutorado, prosa. No primeiro, a análise dos poemas foi pautada em determinados estudos críticos a respeito dos autores. No segundo, com apoio de uma ampla bibliografia, fiz um estudo sobre Humberto de Campos com base no qual pautei as considerações a respeito dos livros mediúnicos atribuídos ao escritor. Mas, nos dois casos, estudei autores da literatura brasileira e portuguesa. Digo isso para diferenciá-los dos autores das páginas de Chico Xavier que não possuem uma obra escrita não mediúnica, a exemplo de Emmanuel, André Luiz e tantos outros.

Qual foi sua questão principal na tese sobre Humberto de Campos e Chico Xavier?

AC: É muito rico o material de estudo sobre Humberto de Campos e Chico Xavier, ainda mais quando se considera o "caso Humberto de Campos", ocorrido em 1944, quando a família do escritor moveu uma ação judicial contra o médium e a FEB. O processo provocou a substituição do nome do escritor para Irmão X. O meu estudo foi orientado pelo problema autoral dos livros que Chico Xavier atribuiu a Humberto de Campos e a Irmão X, questão que possui muitos desdobramentos. Minha pergunta foi a seguinte: como funciona a autoria nesses livros? Um dos pontos que mais me chamaram a atenção, ao longo da pesquisa, foram as estratégias usadas pelo autor para dar a entender que ele é o próprio Humberto de Campos após sua morte. Para isso, ele demonstra ser um perito naquilo que diz respeito ao escritor. Em dois capítulos da tese, procuro desvendar os procedimentos de que o autor lança mão para provocar o que chamei de "efeito de sobrevivência".

Como aconteceu a escolha do material? E a seleção, você trabalhou com quais títulos?

AC: Fiz uma longa pesquisa sobre Humberto de Campos e li seus textos reunidos em livros, que totalizam cerca de 45 volumes. Para obtê-los, tive que freqüentar muitos sebos, porque o escritor já caiu em esquecimento há várias décadas – embora seu nome tenha sobrevivido num outro espaço cultural, por meio dos textos de Chico Xavier a ele atribuídos, que continuam sendo reeditados. Quanto a estes, estudei os 12 livros que a FEB publicou entre 1937 e 1969, além de textos do mesmo conjunto autoral publicados na revista Reformador. A partir desse material, fui reunindo bibliografia para tratar das questões que surgiam durante o estudo.

Quais são os livros em que o autor espiritual mais se empenhou no diálogo com a obra de Humberto de Campos?

AC: São os três primeiros atribuídos ao escritor – Crônicas de além-túmulo (1937); Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho (1938); e Novas mensagens (1940) – e o primeiro de Irmão X: Lázaro redivivo (1945). Na tese, eu explico por quê.

Como ter acesso à sua tese?

AC: Na internet, ela logo estará disponível na Biblioteca Digital da Unicamp.

Há outras psicografias de outros médiuns no Brasil que trazem o nome de Humberto de Campos? Você tratou disso também?

AC: Sei que existem, mas não fizeram parte da pesquisa.

E Chico Xavier, como ele entra em seu estudo? Isto é, qual o papel desempenhado por ele nesse conjunto de textos psicografados que você estudou?

AC: Em 1932, o primeiro livro de Chico Xavier foi resenhado duas vezes por Humberto de Campos, que morreria dois anos depois, em dezembro de 1934. Na época, ele era um dos escritores mais lidos do Brasil, e Chico Xavier, um jovem desconhecido. O médium começou a atribuir textos ao escritor em 1935. Nos anos 30 e 40, a grande popularidade de Humberto de Campos foi um dos fatores que projetaram nacionalmente o nome de Chico Xavier. Décadas depois, a situação se inverteu: o autor de Memórias foi esquecido, ao passo que o médium se tornou uma das personalidades de maior destaque em nosso país. Na tese, Chico Xavier também é visto como personagem de alguns de seus textos mediúnicos e, por meio de cartas dele próprio, tornadas públicas nos anos 80, observamos como ele reagia ao processo de 1944 e como eram os bastidores editoriais de parte de sua produção psicográfica. Na parte final da tese, falo da relação entre a presença de autores de prestígio em seus primeiros livros e a conquista de credibilidade de Chico Xavier como médium.

Das contribuições de sua tese para o público em geral, o que você poderia dizer aqui para concluir esta nossa entrevista?

AC: Em certo ponto do trabalho, falo do contraste entre os supostos conhecimentos de Chico Xavier, que declarava nunca ter estudado Humberto de Campos, e o conjunto de conhecimentos específicos, presentes em textos psicografados, que vem, necessariamente, de uma fonte que detém um especial domínio do repertório literário do escritor maranhense. Levando em conta contrastes como esse, acho que seria muito importante desenvolver novas pesquisas em diversas áreas, para tentarmos compreender os fenômenos da mediunidade de efeitos e seus devidos desdobramentos.

De minha parte, as descobertas sobre psicografia me trouxeram muitas indagações, que provavelmente me levarão a tantos outros estudos a esse respeito.

Texto publicado na edição 423 (set/out de 2008)

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Mensagem de Emmanuel

"Lembremo-nos de que, por vezes, perdemos a casa terrestre a fim de aprendermos o caminho da casa celeste; em muitas ocasiões, somos abandonados pelos mais agradáveis laços humanos, de maneira a retornarmos aos vínculos divinos; há épocas em que as feridas do corpo são chamadas a curar as chagas da alma, e situações em que a paralisia ensina a preciosidade do movimento."

(Emmanuel)

29.6.09

Atendimento médico

HOSPITAL SARAH-RIO, especializado em neuroreabilitação, inaugurado no dia 01 de maio de 2009, na Barra da Tijuca e já está cadastrando para atendimento, novos pacientes adultos e crianças com as seguintes patalogias:

- Patologia cerebral;
- Crianças com atraso do desenvolvimento motor;
- Sequela de traumatismo craniano;
- Sequela de AVC;
- Sequelas de hipóxia cerebral;
- Malformação cerebral;
- Sequela de traumatismo medular;
- Doenças medulares não traumáticas como mielites e

Mielopatias;
- Doenças neuromusculares como miopatias,

neuropatias, periféricas hereditarias e adquiridas,

amiotrofia espinhal;
- Doença de Parkinson e Parkinsonismo;
- Ataxias;
- Doença de Alzeihmer e demências em estágio

inicial;
- Esclerose múltipla;
- Esclerose lateral amiotrófica em estágio inicial;
- Mielomeningocele;
- Espinha bífida;
- Paralisia facial.


O atendimento é totalmente gratuito e de altíssimo nível.
O cadastro para atendimento de novos pacientes é feito

exclusivamente: pelo telefone: (21) 3543-7600. No horário das 08 às 17 h, de segunda a sexta-feira.

27.3.09

Espiritismo, o que é na verdade

Partindo do princípio que o objetivo de todo jornalIsta ético e sensato é o de informar bem, com coerência, honestidade, dignidade e imparcialidade, preocupando-se sempre com o indispensável conhecimento da causa que leva a reportar, venho apresentar-lhes uma contribuição em cima de um assunto que muitos profissionais do jornalismo, embora bem intencionados, terminam cometendo equívocos lamentáveis, por uma inexplicável ignorância que compromete os seus nomes bem como o dos veículos por onde vinculam as suas matérias ou reportagens.
Falo com respeito ao assunto Espiritismo, tema este que invariavelmente é visto apenas no campo religioso, o que na verdade não é, e sobretudo, o que é mais lamentável, sempre enfocado com afirmativas de conceitos absurdos, oriundos do 'achismo' e também de uma cultura criada na cabeça das pessoas, pela intolerância e a desonestidade religiosa.
Não objetivo aqui defender crença ou fé nenhuma, porque não é isto que está em questão. Só quero mesmo prestar contribuição ao gigantesco segmento honesto do jornalismo acerca de uma coisa, como ela realmente é, para que ele esteja melhor informado, sem a menor pretensão de querer fazer com que nenhum profissional o aceite, concorde com os seus postulados e, muito menos, se converta.
Vamos aos assuntos:
Espiritismo não é igreja
Em princípio corrijam a conceituação inicial: Espiritismo não é simplesmente religião. Ele não veio ao mundo com objetivo nenhum de ser religião. Trata-se de uma doutrina filosófica, com base calcada na racionalidade, na lógica e na razão, apenas com conseqüências religiosas, haja vista que os seus adeptos ficam livres da submissão a qualquer religião, por não serem obrigados a coisa nenhuma e nem serem proibidos de nada. Há centros espíritas que se portam como se fossem igrejas, mas isto é produto da concepção equivocada dos seus dirigentes, que ainda sentem a necessidade da rezação, em que pese o Espiritismo ser algo muito acima disto..
Não existe 'Kardecismo', existe 'Espiritismo'
O jornalista equivocado costuma utilizar-se da expressão 'kardecismo', para identificar algo que ele imagina ser uma 'ramificação' do Espiritismo, achando que Espiritismo é um 'montão de coisas' que existe por aí, quando na realidade não é.
A palavra 'Espiritismo' foi criada, ou inventada, como queiram, pelo senhor Allan Kardec, exclusivamente, para denominar a doutrina nova que foi trazida ao mundo, por iniciativa de Espíritos, e que tem os seus postulados próprios.
Portanto, qualquer crença ou prática religiosa que utiliza-se da denominação 'Espiritismo', fora desta que se enquadre nos seus postulados, está utilizando-se indevidamente de uma denominação, mergulhando no campo da fraude. Daí a verdade que o nome disto que vocês chamam de 'kardecismo', verdadeiramente é 'Espiritismo'.
Apenas para clarear o campo de conhecimento dos que ainda têm dúvidas, em achar que Candomblé, Cartomancia, Necromancia, Umbanda e outras práticas espiritualistas é Espiritismo, vai aqui uma pequena tabela, exemplificando algumas práticas de alguns segmentos, para apreciação daqueles que consideram relevante o uso da inteligência e do bom senso, a fim de um discernimento mais coerente e responsável.
Veja quem adota e quem não adota o quê.
Procedimento, prática ou ritual

Umbanda

Catolicismo

Espiritismo

Uso de altares

Sim

Sim

Não

Uso de imagens

Sim

Sim

Não

Uso de velas

Sim

Sim

Não

Uso de incensos e defumações

Sim

Sim

Não

Vestimentas e paramentos especiais

Sim

Sim

Não

Obrigações aos seus praticantes

Sim

Sim

Não

Proibições aos seus praticantes

Sim

Sim

Não

Ajoelhar-se, sentar-se e levantar-se em seus cultos

Sim

Sim

Não

Bebidas alcoólicas em seus cultos

Sim

Sim

Não

Sacerdócio organizado

Sim

Sim

Não

Sacramentos

Sim

Sim

Não

Casamento religioso e batizados

Sim

Sim

Não

Amuletos, patuás, escapulários e penduricalhos

Sim

Sim

Não

Hinos e cantarolas nos cultos

Sim

Sim

Não

Crença na existência de satanás

Sim

Sim

Não



Como pode, então, um profissional que tem a obrigação de estar bem informado, poder afirmar que Espiritismo e Umbanda são a mesma coisa? Não seria mais coerente dizer que tem mais semelhanças com o Catolicismo, embora não seja também a mesma coisa?
O espírita não tem a menor pretensão de diminuir ou desvalorizar o adepto da Umbanda que, por sua vez, tem também a sua denominação própria que é Umbanda, e não Espiritismo, apenas quer deixar claro que Espiritismo é Espiritismo e Umbanda é Umbanda, assim como Catolicismo é Catolicismo, Protestantismo é Protestantismo.
A afirmativa que alguns fazem, em dizer que tudo é a mesma coisa, com a diferença de que na Umbanda se reúnem negros e pobres e no tal 'Kardecismo' se reúnem o que chamam de elites, é extremamente leviana, desonesta e irresponsável. O Espiritismo não faz qualquer discriminação de raças, cor ou padrão social, já que em seu movimento existem inúmeros negros, mulatos, brancos e de todas as etnias.
Allan Kardec não inventou o Espiritismo
Allan Kardec não inventou ou criou Espiritismo nenhum. A proposta veio de Espíritos, através de manifestações espontâneas, consideradas como fenômenos, na época, e ele, que nada tinha a ver com aquilo, foi convidado por alguns amigos para examinar e analisar os tais fenômenos, em suas casas, oportunidade em que foi convidado, pelos Espíritos, pela sua condição de pedagogo e educador criterioso, a organizar aqueles ensinamentos em livros e disponibilizar para a humanidade.
Ele foi tão honesto e consciente de que a obra não era de sua autoria, que evitou colocar o seu nome famoso na Europa antiga (Denizard Rivail) como autor dos livros e preferiu utilizar-se de um pseudônimo. É bom que se saiba que o tal professor Rivail era autor famoso de livros didáticos e que tudo o que aparecia com seu nome vendia muito, não apenas na França como em toda a Europa.
Atentem para o detalhe: Os Espíritos optaram por um pedagogo, um professor, e não por um padre, um religioso, o que nos convida a entender que o Espiritismo é escola e não igreja.
Sobre a reencarnação
Não é patrimônio exclusivo do Espiritismo e não foi inventada pelo Espiritismo, posto que é algo conhecido pela maior parte da humanidade, por milênios, muito antes do Espiritismo, que tem apenas 151 anos de idade.
O espírita, depois de estudar a reencarnação, não crê na reencarnação, ele passa a SABER a reencarnação, o que é diferente. Exemplificando: Você crê que a Lua existe ou você sabe que ela existe? Afinal, você pode vê-la e comprovar, inclusive cientificamente? É isto aí.
Portanto a afirmativa de que os espíritas crêem na reencarnação é infantil e sem sentido.

Sobre a mediunidade
Também não é patrimônio exclusivo e nem foi inventada pelo Espiritismo. É uma faculdade humana normal e independe de crença religiosa, já que a pessoa pode possuí-la, com maior ou menor intensidade, acredite ou não. O Espiritismo apenas se dispõe a estudá-la, educar e disciplinar as pessoas que a possuem, para que o seu uso possa ser benéfico a elas e aos outros, absolutamente dentro dos elementares padrões de moralidade. Segundo os postulados espíritas ela não deve ser comercializada, nunca, e deve ser utilizada gratuitamente; todavia é praticada comercialmente em alguns lugares do mundo, por pessoas que são médiuns, inclusive honestas, mas nada sabem sobre Espiritismo, numa comprovação de que ela existe fora do meio espírita.
Qualquer afirmativa do tipo que 'alguém tem mediunidade e precisa desenvolver' é vinda de pessoas inconseqüentes, mesmo algumas que se auto rotulam espíritas, posto que o Espiritismo propõe que a faculdade deve ser educada e não desenvolvida..
Sobre o caráter do centro espírita
É um local que deve atuar como escola e não como igreja. A sua proposta é de estudos, sobretudo da matéria que trata da reforma íntima das pessoas, dando ciência do papel de cada um de nós na terra, da nossa razão de existir enquanto criaturas úteis ao nosso próximo, esclarecimento da nossa condição espiritual no presente e no futuro e, principalmente, a nossa conduta moral.
Recomenda a prática da Caridade, sim, mas de forma ampla no sentido de orientar e informar aos outros sobre os meios de libertações dos conflitos, das amarguras, das incompreensões e do sofrimento em si e não esse entendimento estreito de que Caridade se resume apenas a dar prato de sopa ou roupas usadas para pobres, para qualificar o doador como bonzinho.
Adota Jesus, sim, inclusive como o maior modelo e guia que temos para seguir, concebendo o seu Evangelho como a bula coerente a nos conduzir, e não como sendo ele o próprio Deus.
Enfim. O centro espírita é um local de estudo e não de rezação.
Sobre quem é reencarnação de quem
Recentemente vimos um jornalista afirmar, nas páginas da VEJA, que os espíritas juram que Fulano é reencarnação de Sicrano, o que se constitui em um absurdo. Em princípio espírita não adota jura nenhuma. Segundo, que não consta da atividade espírita a preocupação de quem é reencarnação de quem, uma vez que esta discussão é irrelevante, não tem razão nenhuma, não acrescenta absolutamente nada na proposta espírita para a criatura humana, em que pese alguns espíritas, apenas alguns, (nem todos entendem bem a proposta da doutrina) se ocuparem com esse tipo de discussão.
Falar em quem é ou talvez possa ser reencarnação de quem, é conversa amena de momentos de descontração de espíritas, apenas em nível de curiosidade ou especulação, jamais tema de estudo sério da casa espírita.
Ainda que possa existir, em alguns locais de estudos mais profundos e pesquisas espíritas, interesses em trabalhar as questões da reencarnação, os estudiosos apenas sugerem que fulano possa ser a reencarnação de alguém, mas nunca afirmam, apesar de evidências marcantes e inquestionáveis, quando a condução da pesquisa é séria e criteriosa.
Quem anda dizendo que é a reencarnação de reis, de rainhas e de personagens poderosas do passado não são os espíritas, são apenas alguns bobos que estão no Espiritismo sem consciência do seu papel.
Apologia ao sofrimento
Matérias de revistas e jornais, dentro deste equívoco que nos referimos, chegaram a afirmar, diversas vezes, que o Espiritismo ensina as pessoas a serem acomodadas em relação ao sofrimento e até chegarem a dizer que o sofrimento é bom.
Não condiz com o coerente ensinamento do Espiritismo. Se algum espírita chega a dizer isto, certamente é vítima do masoquismo e, provavelmente, deve praticar um ritual em sua casa, quando, talvez uma vez por semana, colocar a mão sobre uma mesa e dar uma martelada em seu dedo.
Sofrimento não é condição fundamental para a evolução de ninguém, embora entendamos que, ao passar por ele, muitas pessoas terminam acordando para a realidade da vida e mudando de conduta, sobretudo no campo do orgulho, do egoísmo e da presunção.
Mesa branca
Não existe espiritismo mesa branca, alto espiritismo, baixo espiritismo ou qualquer ramificação do Espiritismo, que é um só. O hábito de forrar mesas com toalhas de cor branca, na maioria dos centros espíritas, nada mais é que um hábito de alguns espíritas, de certa forma até equivocados também, uns talvez achando que a cor branca da toalha ou das roupas das pessoas tem algum significado virtuoso, quando na verdade não existe esta orientação no Espiritismo. Muito pelo contrário, seria preferível utilizar toalhas (por que tem sempre que ter toalhas nas mesas?) de outras cores, posto que tecidos em cor branca têm maior facilidade de sujar.
Portanto a citação de 'espiritismo mesa branca' é mais uma expressão da ignorância popular, o que não se admite nos jornalistas.

Terapia de vidas passadas
Não é procedimento espírita, em que pese ser recomendável em alguns casos, porém em consultórios de profissionais especializados, geralmente psicólogos ou médicos. É fato, existe, é comprovado, tem resultados cientificamente respaldados, mas não é prática espírita..

Cromoterapia, piramidologia etc...
Se alguém usa uma dessas práticas no espaço físico de uma casa espírita, é por pura deliberação da direção da casa, que se considera livre para fazer o que quiser, até mesmo dar aulas de arte culinária, corte e costura, curso de inglês, informática ou o que quiser, que são atividades úteis, sem dúvidas. Mas não tem a ver diretamente com o Espiritismo.

Sucessor de Chico Xavier
Isto nunca existiu no Espiritismo, em que pese vários jornalistas terem colocado em matérias diversas, quando o Chico Xavier 'morreu', e ainda repetem, talvez querendo estabelecer alguma comparação do Espiritismo (que vêem apenas como religião) com a Igreja Católica, que tem sucessores dos papas, quando morrem. Chico Xavier nunca foi uma espécie de papa, de cardeal ou de qualquer autoridade eclesiástica dentro do movimento espírita.
Divaldo Pereira Franco nunca foi sucessor do Chico, nunca teve essa pretensão, ninguém no movimento espírita fala nisto, que é coisa apenas de páginas de revistas desinformadas sobre o que verdadeiramente é o Espiritismo.

A sua relação com a Ciência
Faz parte da formação espírita a seguinte recomendação: 'Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência'.
Mas isto não quer dizer que o que afirma determinadas criaturas, como o padre Quevedo, que se apresenta presunçosamente como cientista, deva ser entendido como Ciência, já que ele não é unanimidade e nem ao menos aceito pela maioria dos cientistas coisa nenhuma. Ele é padre, nada mais do que padre, com um tipo de postura que não aceita nem pela maioria do seio católico, quanto mais pelo científico.
Não é à pseudo-ciência ou a opiniões pessoais de um ou outro elemento, que se diz de Ciência, que o Espiritismo se submete, com esta recomendação, é a Ciência, como um todo, em descobertas inquestionáveis.
Até agora a Ciência não conseguiu apontar e muito menos comprovar erro em um ensinamento espírita, sequer.
Se alguém exige, por exemplo, querer provas por parte dos que afirmam que existe vida fora da Terra, por questão de bom senso deve ter também provas de que não existe. Será que tem?

Medicina e Espiritualidade
Alguns médicos, tradicionalmente, sempre afirmaram que os problemas de saúde das pessoas nada têm a ver com problemas espirituais, porque estes se resumem a crendices. Hoje existe um curso de 'Medicina e Espiritualidade', oficial, dentro da USP (Universidade de São Paulo), a maior Universidade do País, onde são estudados estes questionamentos que alguns continuam a dizer que são crendices.. Em nível de informação, sugerimos que os jornalistas se interessem em reportar sobre este assunto, sem que vá aqui a menor intenção de querer converter ninguém. Não se trata de questão religiosa, trata-se de questão científica. Para melhor informação, as aulas deste curso podem ser vistas no site: www.redevisao.net. O telefone da Pineal Mind, onde são
ministradas as aulas, é (11) 3209-5531 e o e-mail é faleconosco@uniespirito.com.br onde poderão ser obtidas maiores informações sobre o curso. Toda sexta-feira, às 19 horas, tem aula ao vivo, pelo site, numa webtv.
Diante de todo o exposto sugerimos que os grandes veículos de comunicação de massa, obviamente comprometidos com a credibilidade dos seus nomes, repassem estes esclarecimentos aos seus profissionais de jornalismo, não necessariamente para que eles sejam simpáticos à idéia espírita, já que ninguém é obrigado a aceitar coisa nenhuma, mas para, pelo menos, não comprometerem as suas honorabilidades dizendo mentiras, leviandades e até se expondo ao ridículo reportando sobre um assunto que não entendem.
Abração.
Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas
alamar@redevisao.net


Vamos em frente, porque este é o grande momento da divulgação espírita.
Abração a todos.

Fonte:

Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
www.redevisao.net
www.alamar.biz
www.redelivros.net
orkut 'alamarregis'
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